O trabalho remoto foi a solução encontrada por diversas empresas para continuarem ativos durante a pandemia. Ainda, segundo a pesquisa feita pela Cushman & Wakefield, quase 74% das corporações pretendem instituir o home office definitivamente após a pandemia. Logo, uma das principais preocupações no momento deve ser garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores, independentemente do local de atuação. Continue lendo e entenda melhor sobre o assunto!

Esteja alinhado a legislação e programas de prevenção

De acordo com o artigo 6° da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o trabalho a distância deve seguir as mesmas regras do presencial. Assim, empregadores e funcionários permanecem sujeitos aos mesmos deveres e direitos. Da mesma forma é com os estagiários. Esses devem continuar cumprindo no máximo 6 horas diárias e 30 horas semanais e com a supervisão de algum gestor da área. Afinal, trata-se de um ato educativo escolar.

Além das determinações das legislações, grandes companhias geralmente possuem programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). O fornecimento de EPIs, como máscaras e luvas, é indispensável. Há também uma linha tênue entre os cuidados de casa e os do ambiente de trabalho em home based. Então, como estabelecer as responsabilidades pessoais e da corporação?

O segredo é sempre o bom senso. Contudo, não pode se pensar somente nos riscos relacionados à Covid-19, deve ser colocado em pauta tudo relativo à esse tipo de atuação. Isso é, “por estar em casa, é preciso fazer uma boa distinção entre as horas de serviço, de lazer e descanso. Isso tudo deve ser entendido como parte da jornada de trabalho. É essencial também fazer uma pausa para alongamentos, a cada duas horas, andar um pouco e beber água”, explica a técnica em Segurança do Trabalho, Mariana Barcelos.

Assim, não sentar de maneira certa ou não usar a altura correta do computador, apoio de pés e mouse podem contribuir para o surgimento e agravamento de doenças, tais como lombalgias e tendinites. Então, manter um diálogo claro sobre este tema com todas as partes da organização é determinante para a boa produtividade e um andamento assertivo das transações.

Uma equipe bem instruída é mais segura e produtiva

Para Mariana, existem diversas maneiras de transmitir as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Anvisa e dos órgãos trabalhistas: treinamentos, orientações por e-mail, reuniões semanais, etc. “Lembrando: deve ser possível comprovar a realização de todas essas ações, com listas de assinaturas e termos de responsabilidade. São cuidados de hoje pensando no amanhã”, analisa.

Algumas entidades estão estudando a volta gradual de suas atividades. “Para um retorno seguro, sugerimos aos representantes a seguirem o protocolo sanitário”, alerta a médica infectologista, Naiane Ribeiro Lomes. Contudo, não é recomendado o regresso de toda a equipe e, sim, feito de forma estruturada, como em sistema de rodízio.

Desta forma, fica mais fácil controlar uma eventual contaminação na empresa, testando e afastando apenas um time reduzido. “É aconselhável adotar alguns parâmetros básicos, como o retorno inicial daqueles sem filhos e também não pertencentes ao grupo de risco”, completa Naiane.

Nesse sentido, só sobrevive quem está alinhado às novas necessidades da sociedade e do mundo. Portanto, alinhe-se a esse contexto atual. Acompanhe nosso blog e as redes sociais, pois publicamos conteúdos diariamente e temos opiniões de diferentes especialistas. Como sua empresa está lidando com a segurança dos cooperadores?

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