Diante desses quase quatro meses de “quarentena”, o pior inimigo não é o isolamento, mas o medo do futuro. A economia global está abalada e, consequentemente, as finanças pessoais também e os trabalhos são incertos. Com isso, o clima daqueles ainda empregados é de “frio na barriga” pela instabilidade do mercado.

Dessa forma, se os valores da marca não estiverem integrados ao DNA da empresa, será impossível manter a paz no ambiente e ter uma equipe resiliente. Logo, a cultura organizacional é essencial para um alinhamento entre os valores da instituição e seu time. Por isso, essa é a hora de rever ou reforçar as crenças e também ampliar os modelos de confiança e relacionamento interno.

Compreender o momento é fundamental

Nesse sentido, A OdontoPrev, líder em planos odontológicos na América Latina, realizou no final de junho, a Mesa Redonda RH para debater as principais mudanças na área geradas pela pandemia e o amanhã do mundo corporativo. Essa é uma maneira de manter a uma comunicação direta e ativa com os colaboradores, entendendo-os e passando a situação real da empresa.

Isso é muito importante, pois os impactos do distanciamento dentro das organizações trouxeram uma mudança cultural sem precedentes. Enquanto em alguns lugares o home office teve fácil adaptação, em outros o maior desafio foi a possibilidade de enviar recursos para pessoas em diferentes regiões ou países. Independentemente, a pandemia acelerou os processos e, em poucos dias, muitos funcionários já estavam trabalhando remotamente.

Como companhias estão fazendo na prática?

Para a diretora de Recursos Humanos da Bradesco Seguros, Valdirene Soares Secato, a atuação a distância aproximou as pessoas e potencializou as convicções. “Com a nossa capilaridade no Brasil, era difícil alcançar todos e, desde o início da pandemia, já tivemos mais de 1.300 turmas on-line para capacitação em diversas frentes. Além das mais de 22 mil participações de corretores, em 60 dias. Inclusive, houve um esforço de disseminar e administrar essa nova realidade, com destaque na liderança pela confiabilidade e gestão da produtividade. Assim, esse momento naturalmente move a cultura e os feedbacks nos mostram como está sendo positivo”, explica.

Essa é a mesma percepção da diretora-executiva de RH da Aon, Andrea Milan: “em geral, há um medo das companhias em relação à disciplina e à infraestrutura do home based. Por isso, era realizado mais como teste de conceito, um dia por semana. No entanto, ficamos impressionados com a aproximação pessoal, inclusive em reuniões e cafés virtuais, pois a ausência física promove uma familiaridade e colaboração genuína”, comenta a executiva.

Já na Travelex Confidence, essa mudança de comportamento foi sentida na prática, com mais intensidade, quando um gerente de projetos foi contratado justamente durante a crise. "O gestor apresentou e coordenou uma ação com a divisão dos colaboradores em grupos de trabalho (squads) para acelerar processos, como o cadastro. Assim, descobrimos profissionais na ponta altamente especializados. Foi um engajamento incrível, com relevância para os clientes e a empresa. Em vista disso, já estamos com uma atividade em andamento, como se fosse um job rotation", expõe a diretora-executiva de RH, Comunicação e Marketing da Travelex Confidence, Paula Giannetti.

Portanto, quem está è frente precisa ter ampla visão para implantar uma gestão envolvida e produtiva. Logo, muito além de cobrar resultados, é preciso ter a sensibilidade de entender os limites de cada indivíduo. Afinal, estão todos no mesmo barco.

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