As corporações estão cada vez mais repletas de equipes amplas em diversidade geracional. Naturalmente, existem divergências entre quem nasceu em épocas distintas. Entretanto, a troca de visões de mundo e vivências favorece os resultados do time. 

Para Poliana Almeida, consultora de RH em Brasília (DF), o principal desafio dos grupos é a comunicação, mas isso é possível de ser superado. “A dica é estar consciente para entender o cenário. Será necessário ter paciência para compreender as diferenças de atitude e pensamento variadas”, afirma. 

Aposta nos millennials

No Brasil, os millennials já compõem a maior parte da população: eles são 34% do total e representam 50% da força de trabalho. Esse número deve crescer: até 2030, a Geração Y deve ocupar 70% dos postos laborais, de acordo com pesquisa divulgada pelo Itaú BBA, banco de investimentos do Itaú Unibanco.

Além disso, esses jovens profissionais são antenados, inquietos, criativos e estão sempre em busca de desafios - características requisitadas pelas organizações. Com base nesse perfil de colaboradores, a Cognizant criou o projeto global Millennial Council, formado por 45 jovens de 23 a 35 anos de idade. Eles foram indicados por seus líderes para fornecer feedbacks e ideias inovadoras em propostas e desenvolvimento de soluções tecnológicas.

"Esse projeto em especial é muito gratificante porque mostra a preocupação da empresa em ouvir outras faixas etárias e se atualizar em relação a novas tendências, inovação e sobre como as pessoas estão agindo. Trazem insights valiosos os quais são levados em consideração de acordo com cada plano e necessidade de nossos clientes e parceiros de negócios", diz Tatiana Porto, diretora de RH da Cognizant no Brasil.

Ainda de acordo com Tatiana, para se inscrever e fazer parte desse conselho, é necessário ter o mínimo de dois anos de atuação na companhia, cargo abaixo do nível de gerência, inglês fluente - pois a comunicação dentro do grupo é sempre na língua inglesa - e disponibilidade de ao menos seis horas mensais para reuniões e conexões. Os períodos são utilizados durante o expediente. Os integrantes têm total liberdade para propor programas, bem como empoderamento para realizá-los e gerenciá-los.

"Esse grupo etário é peça-chave para influenciar a cultura corporativa e desempenhar papel importante na condução do crescimento. O time formado pelos mais novos desafia o status quo e transforma percepções em oportunidades valiosas", finaliza.

Jovens querem inovar

Ações como essa são relevantes para atrair e reter esses talentos na organização. Afinal, passar mais horas em mesas isoladas e sem motivação, fazendo processos mecânicos e burocráticos apenas visando o salário, ficou de vez no passado. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada pela Concentrix. 

Os dados revelaram pontos interessantes:

  • 76% das pessoas buscam inspiração na forma de atuação do líder para darem o seu melhor;
  • 31% acreditam na melhora da rotina proporcionada pelo atenção com os colaboradores e a cultura vivenciada no dia a dia;
  • 29% consideram remuneração e benefícios como pontos relevantes a serem levados em consideração pelos diretores.

Portanto, uma política organizacional forte aliada com as características da personalidade dos de menos idade, com capacidade de se adaptar às adversidades e aos desafios diários, gera aumento da produtividade. As vantagens são tanto na performance individual quanto na coletiva. 

Assim, ouça as pessoas e incentive o grupo de maneira eficiente!

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