Em função da pandemia de coronavírus e da renovação das estratégias de planejamento das empresas, o home office tem sido uma alternativa para garantir a continuidade das operações. Ao mesmo tempo, esse período resguarda a saúde e o bem estar dos colaboradores, impactando na produtividade, na economia de recursos e na gestão de pessoas. Por outro lado, as lideranças e os profissionais de todas as áreas e hierarquias passaram a vivenciar o incerto, tendo como missão superar grandes desafios.

Novas maneiras de gerenciar são fundamentais

De fato, o home office é a nova realidade para grande parte das companhias. Para saber como os jovens encaram essa adversidade, o Nube fez uma pesquisa e perguntou: “o que você acha do trabalho remoto?”. Com mais de 14 mil respondentes entre os 15 e 29 anos, 63% deles apontaram essa como uma boa alternativa nos tempos atuais.

Quem se enquadra nesse perfil é Leonardo Carvalho. Ele trabalha no setor de logística, em Campinas. Suas obrigações podem ser feitas de sua casa e, desde o final de março, enfrenta esse desafio a distância. “É uma dinâmica diferente daquela tradicional, mas dá para tirar frutos desse momento”, comenta.

Logo, para garantir bons resultados, o novo modelo também exige formas diferentes de gestão capazes de engajar seus times a distância e manter canais de comunicação ativos e transparentes. Segundo Ricardo Basaglia, diretor-geral da Page Executive no Brasil, a pandemia pode ser mais uma oportunidade para evoluirmos como sociedade.

De acordo com ele, empresas e profissionais precisam trabalhar cada vez mais a autonomia e a autorresponsabilidade para todos cumprirem com suas responsabilidades. "De modo geral, as lideranças vão precisar evoluir e, com isso, o mercado de trabalho também progride. É preciso manter o olhar humano", explica.

Veja abaixo recomendações do consultor para o bom desempenho dos papéis de liderança durante períodos de instabilidade:

• Estabeleça metas e confie no time

Defina escopos para as pessoas trabalharem remotamente e dê votos de confiança. Nota-se uma necessidade constante de estar próximo para conferir se todos estão se empenhando, mas nos momentos quando não há essa possibilidade, é preciso alterar a forma de liderança e acreditar na equipe. Continue acompanhando o esforço de cada um. Estabeleça uma relação diária e deixe claro o necessário para estar no caminho certo. Não se esqueça: todos estão no mesmo barco e a humanidade é necessária para passarmos pelo momento. No início das reuniões, comece perguntando como os indivíduos estão, mostre cuidado com as pessoas. Veja se eles têm a infraestrutura necessária para realizarem suas tarefas e se precisam de auxílio.

• Considere todos os stakeholders para a tomada de decisões

Em primeiro lugar, os gestores devem saber equilibrar as cobranças das staffs, dos acionistas e dos fornecedores para estarem aptos a tomarem as melhores decisões. É natural, em um primeiro momento, as maiores preocupações serem centradas nas finanças da organização. No entanto, qualquer medida se não leva em consideração os grupos, pode desestabilizar o empreendimento. Todos os pontos de contato devem estar alinhados para as deliberações serem efetivas. É preciso engajamento.

• Entenda as políticas da empresa

Como supervisor, é importante ser referência no estabelecimento de normas e recomendações da instituição. Mesmo se não há certeza das decisões a serem tomadas e das informações a serem levadas ao time no momento de incerteza, não deixe de manter contato e esclarecer o momento com as pessoas. Embora seja importante demonstrar não ter todas as respostas prontas, a liderança nunca deve desaparecer. Se não mantiver os colaboradores atualizados, informações desencontradas podem surgir e afetar os negócios.

• Crie uma equipe para lidar com ondas de dados

Uma quantidade enorme de notícias sobre a pandemia e as consequentes crises é distribuída diariamente nas companhias. Por isso, é importante criar um grupo para o gerenciamento do tema, monitorar e dar retornos rápidos em relação aos acontecimentos internos. O ideal é ter pelo menos um colaborador de cada área relevante para o funcionamento da corporação, fazendo parte do coletivo, viabilizando diferentes olhares e soluções para os problemas.

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