Inovação é um tema recorrente nas empresas. A maioria sabe da sua importância e necessidade, mas poucas pessoas conseguem efetivamente colocá-la em prática. Isso, porque existem vários fatores impeditivos para as corporações se modernizarem de forma coerente e assertiva. Você sabe reconhecê-las?  

Alexandre Pierro, sócio-fundador da Palas, destaca alguns dos principais erros dos gestores brasileiros na hora de se atualizar no mercado.  

Síndrome de Gabriela  

“Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim”. A música tema da novela Gabriela, de Jorge Amado, fez muito sucesso na década de 70. A trama revela a personagem Gabriela, marcada por ter dificuldades em se adaptar aos costumes de sua época.  

Pierro utiliza a ilustração para definir uma prática comum em muitos empresários. “Qualquer semelhança não é mera coincidência. Mesmo em tempos de digitalização, muitos ainda insistem em viver como se estivessem na era das máquinas a vapor. A alegação quase sempre é: em time ganhando, não se mexe. Assim, a inovação passa longe”, afirma.  

Síndrome de avestruz  

O gestor utiliza outra metáfora para definir comportamentos defasados nas instituições. A síndrome do avestruz enquadra aqueles líderes incapazes de acompanharem as tendências. “Eles não conseguem enxergar quais ações acontecem fora da empresa e, não por acaso, muitas vezes são ‘atropelados’ por novidades. Apaixonados por seus próprios produtos/serviços, não acompanham as transformações do consumidor”, comenta Pierro.  

Zona de conforto  

A famosa zona de conforto nem sempre é tão cômoda assim. Por isso, o especialista aconselha não buscar desculpas para pensar fora da caixa. “Se a sua justificativa for ‘faltam bons profissionais para inovar’, lembre-se: gente boa é bem treinada. Então, crie você mesmo um campo fértil para mentes brilhantes se proliferarem”, sugere.  

Liderança imediatista  

Outro grande problema das lideranças, apontado pelo especialista é o foco nos resultados de curto prazo. “Gestores se concentram em soluções já conhecidas e rentáveis em vez de se aventurarem nos longos ciclos de testes e falhas. Um bom exemplo desse tipo de cultura é a Kodak. Embora nem todos saibam, foi um engenheiro da própria companhia quem criou a máquina digital. Ao apresentar aos seus chefes, virou motivo de chacota, pois o produto causaria a morte do modelo de negócios da empresa. O resto da história, você já conhece bem.”  

Outro caso bem sucedido de pensamento estratégico e a longo prazo é levantado por Vagner Santana, diretor de tecnologia da Apdata. Em San Diego, após um incêndio destruir mais de mil casas em 2007 e colocar meio milhão de pessoas em quarentena, a cidade repensou ações públicas em situações de exceção e reformulou o modo de trabalho pensando no futuro. Para ele, essas startups americanas podem ensinar muito às empresas brasileiras. “Elas conseguiram realizar uma transição mais suave em direção ao home office porque muitas já estavam passando por uma transformação digital. Quase todos os processos são automatizados, as operações estão dispostas na nuvem e os RHs podem gerir a força de trabalho remota sem grandes dificuldades. Segundo dados publicados na imprensa americana, recentemente metade da economia do país está operando por meio dos funcionários em quarentena.”  

Portanto, é preciso romper com uma lógica antiga e não mais usual para garantir o sucesso no mercado. Acompanhe os conteúdos e matérias do Nube para se manter informado sobre inovações!  

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