Retornar as origens, tomar café, almoçar e jantar em família. Ou seja, desacelerar. Essas foram algumas imposições feitas pela quarentena a algumas moradias brasileiras. Logo, manter o foco, quando muitas pessoas estão perdendo o emprego e dentro de casa, não é uma tarefa fácil. Contudo, o mundo já atravessou algumas crises financeiras e políticas, nelas nasceram empresas como Uber e Airbnb. Então, é hora de se reinventar, pensar fora da “caixa” e correr atrás do prejuízo.

Geração Z em expansão

É fato, estamos passando por um desequilíbrio na saúde mundial. Algo novo para todos nós, porém não deixa de ser uma crise. “Quando se tem uma base familiar, na qual os nossos pais já passaram por dificuldades ainda não vividas por nós, os ensinamentos deles podem nos dar força para sermos mais resilientes. O importante nesse momento é unir o nosso conhecimento como nextgens e a sabedoria deles", explica o empreendedor da Godiva Propaganda, Leandro Rampazzo.

Os NextGens são os líderes da próxima geração das empresas familiares, segundo a pesquisa feita pela PwC com 69 países, incluindo o Brasil. No estudo, 72% dos brasileiros acreditam poder transformar as corporações familiares por meio de ferramentas digitais. Duas tecnologias são apontadas como essenciais na análise: Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT).

Isso porque, em contraste com as outras gerações, a Z prefere interagir com seus aparelhos via toque. Já a X e millennials, por sua vez, preferem usar assistentes de voz. No entanto, nenhum dos três é muito fã de digitar. Em termos de experiência de uso, 60% da geração Z quer utilizar realidade virtual para se entreter com shows, filmes e, principalmente, videogames, mostra um estudo da Cognizant. Um possível impacto dessa tendência está no roteiro de filmes e séries. Logo, mais da metade da descendência Z quer ser capaz de determinar o conteúdo assistido.

Assim, de acordo com o levantamento da PwC, 53% dos empreendedores familiares são da segunda geração de parentesco. São esses “jovens” já nascidos conectados muitas vezes com um computador ou celular em mãos, os promissores do mercado de trabalho.

Esse número tende a aumentar nesse período de isolamento social. “Os filhos estão mais propensos a se influenciar pelos pais e vice-versa. Logo, a convivência pode ser difícil em alguns lares. O desemprego, também. Contudo, nesse momento a união tende a ser maior para conseguir levantar capital e se reerguer", explica o psicólogo educacional da rede Minds Idiomas, Augusto Jimenez.

“Jovens” empreendedores

Isso aconteceu com Rampazzo, empreendedor e fundador da agência de propaganda Godiva aos 37 anos. Ele aprendeu com os pais o valor do trabalho e do dinheiro para o sustento. Em 2000, ganhava 151,00 reais, (salário mínimo na época) atualmente fatura milhões. “O meu pai tinha uma fábrica de móveis e a minha mãe os vendia nas lojas. Eu ajudava a carregar caminhão, montar o mobiliário, etc. Trabalhava até mais em relação aos funcionários e ganhava menos. Não entendia o porquê de meu pai agir desse modo, mas ele sempre explicava: para eu entender todo o fluxo do negócio e dar valor ao dinheiro. Sendo assim, quando eu tivesse o meu negócio saberia gerir. Afinal, eu compreenderia todas as etapas das operações”, relembra.

Conforme a sondagem da PwC, a maioria dos empreendimentos familiares são comandados por homens. No Brasil, esse cenário se altera: 57% são mulheres. Então, alinhado ao cenário mundial, o fundador da Godiva criou um site de consultoria gratuita para empresárias. "Desenvolvi dois e-books e dou palestras para empreendedoras iniciantes do seu próprio negócio. Seja ele familiar ou não. Senti como parte de minha responsabilidade como empresário por ter aprendido com a minha mãe e minha irmã, a força feminina nos negócios. E, claro, pela quantidade de moças responsáveis sozinhas por lares e filhos", explica Rampazzo.

Nesse sentido, o líder conta um pouco sobre seus negócios frente à pandemia: “conquistamos uma conta, o Açaí da Barra e lançamos a campanha Curtir o Momento para a rede. Da mesma forma como cativamos novos, nosso cliente mais antigo permanece conosco. Nessa situação, vale negociar com fornecedores, ser criativo e ter um home office efetivo com a sua equipe", finaliza o CEO da Godiva Propaganda.

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