De acordo com a última pesquisa de “Sobrevivência das empresas no Brasil”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais de 23% das empresas criadas a partir de 2012 fecham suas portas em até dois anos após sua criação. A pesquisa mostra as principais dificuldades enfrentadas nos primeiros 12 meses de atividade como falta de capital, conhecimento e mão de obra. Porém, uma gestão eficiente pode ser a solução para enfrentar esses desafios.

Segundo Milton Jaworski, fundador da Jaworski Consultoria Empresarial, o maior problema dos empresários é a “miopia gerencial”, ou seja, ações resultantes de líderes com perfil empreendedor, porém, sem conhecimento de gestão. “Essas pessoas, normalmente, se utilizam de parâmetros rústicos para balizar o seu negócio, sendo muitas dessas medidas puramente empíricas”, diz.

Para o especialista, um dos principais resultados de práticas equivocadas no comando das empresas é colocar em risco a lucratividade e produtividade oferecidas. “Quando o gestor comete erros de avaliação, deixa de ganhar dinheiro, porque parte significativa do seu lucro se perde na má gestão.”, explica Jaworski.

Para te auxiliar a adotar posturas positivas em seu negócio diante do atual cenário, Celso Braga, CEO do Grupo Bridge, destaca algumas orientações.

Contar com apoio

O momento exige uma administração humanitária antes de tudo. A partir do olhar para a realidade dos demais colaboradores, será possível organizar novos projetos e soluções para a crise. Braga relata a experiência positiva em sua corporação e como práticas de apoio e sociabilidade, mesmo a distância, criaram um bom direcionamento para os negócios. “No nosso comitê de crise interna decidimos ligar para um mentor, a fim de nos dar apoio on-line para construirmos cenários em várias vertentes. Isso nos deu direção, foco e capacidade de guiar outras pessoas de maneira estruturada”, afirma o CEO.

Suporte

No atual cenário nenhuma solução está pronta. Por isso, é preciso pensar em formas estratégicas de manter os fluxos operacionais. “Novas maneiras de lidar com o trabalho, de nos cuidar como pessoas e de usar nosso potencial para dar respostas inovadoras ao desafio presente precisam ser rapidamente desenvolvidas. Precisamos saber nos manter saudáveis mental, relacional, física e espiritualmente. Ao mesmo tempo, é necessário aproveitar para ampliar nossos conhecimentos”, menciona o especialista.

O CEO exemplifica como criou mentorias individuais e coletivas para ajudar as pessoas durante essa fase. “Preparamos orientações e coletivas 100% virtuais para auxiliar as corporações e os colaboradores a passarem por esse momento da forma mais equilibrada e produtiva possível”, explica Braga.

Não dá para não fazer nada.

A perspectiva ainda é de médio prazo para a crise, por isso, novas formas de lidar com o trabalho precisam ser rapidamente desenvolvidas. Para isso, Braga sugere alguns questionamentos necessários de serem feitos: “Como seus líderes estão se organizando e dando apoio aos seus colaboradores? Quais são os aspectos mais humanos sendo considerados na busca por resultados? Como estão sendo comunicadas as duras decisões tomadas em detrimento à sobrevivência dos negócios? Qual a ética adotada para cuidar de seus fornecedores? Todos esses pontos devem ser levados em consideração para o futuro das empresas.”

Portanto, é essencial adequar a liderança diante das transformações do mercado. Invista na comunicação e na melhoria dos serviços prestados. Com certeza, os negócios terão frutos positivos e sairão da crise muito mais fortalecidos. Conte com o Nube para se manter atualizado e bem informado.

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