De acordo com pesquisa da consultoria Betania Tanure Associados (BTA), divulgada recentemente, quase 50% das empresas do Brasil estão com seus funcionários trabalhando em casa. Surgindo, portanto, a preocupação com a saúde mental das pessoas devido ao isolamento social e às mudanças na rotina.

A revista científica The Lancet, publicou este mês uma revisão de artigos e estudos sobre os efeitos psicológicos da quarentena durante a epidemia da SARS (Síndrome Respiratória Aguda), em 2002. O levantamento apontou tendências preocupantes: quase 30% dos indivíduos apresentaram estresse pós-traumático (TEPT) e depressão após o distanciamento coletivo.

Outra pesquisa da mesma publicação, realizada na Califórnia, com 398 adultos, analisou o comportamento psicossocial das crianças e pais diante de desastres de pandemia. Todos os entrevistados passaram por momento de reclusão e dentre os principais sentimentos relatados estavam o medo (20%), o nervosismo (18%) e a tristeza (18%).

Para Priscilla Bencke, especialista em neurociência aplicada à arquitetura da Qualidade Corporativa é o momento de ter consciência sobre os ambientes nos quais estamos inseridos. “Somos impactados por meio dos nossos sentidos pelos locais frequentados, seja em casa ou na rua. Consequentemente, isso vai influenciar no nosso comportamento. Podemos, por exemplo, criar sensações agradáveis por meio da decoração, para os residentes se sentirem acolhidos”, sugere a arquiteta. Para te auxiliar, Priscilla orienta algumas dicas práticas para serem adotadas.

Positividade

De acordo com a especialista, vale inclusive preparar situações e áreas dentro de casa capazes de proporcionar memórias positivas para a família, apesar de ser um cenário de muita dificuldade. “Utilize aromatizadores relacionado com a natureza, pisar na grama e ouvir músicas calmas”, explica Priscilla.

Para ela, essa fase vai ficar marcada na memória das pessoas, mas a decisão sobre como isso vai ser lembrado depende da emoção de cada um de nós. “Se conseguirmos oferecer espaços multissensoriais no lar, por exemplo, podemos trabalhar isso de forma estratégica e contribuir com a formação de lembranças benéficas”, afirma.

Natureza e a iluminação natural

A necessidade de qualquer ser humano é a conexão com a natureza. Pesquisa da Human Spaces comprova: distribuir folhagens e plantas próximas ao espaço de trabalho aumenta em 15% a sensação de bem-estar e a criatividade, já a produtividade em 6%. “A vegetação pode ser criada virtualmente por meio de imagens, quadros, telas com projeções de imagens ou revestimentos replicando texturas e partes da madeira, pedras e plantas. Além de ser econômico é bem fácil de aplicar no ambiente”, evidencia a arquiteta.

Outro detalhe importante é sobre quem permanece muito tempo em ambientes fechados com ausência de luz natural. Segundo Priscilla, ficar por longos períodos nesses locais faz não perceber o passar do dia, desconectando-se do relógio biológico: “Como resultado pode haver uma dificuldade maior na hora de descansar ou dormir, ocorrendo a temida insônia e impactando diretamente no rendimento e na saúde. Janelas ajudam nesse ponto e contribuem, inclusive, para diminuir a frequência cardíaca e reduzir o estresse.”

Ergonomia

“Um dos problemas é não se atentar ainda aos limites físicos, como os de postura, e até mesmo psíquicos, transformando o excesso de trabalho em cansaço”, alerta a arquiteta. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 40% das dores lombares resultam em problemas mais sérios provocando incapacidade funcional e diminuição da produtividade.

Apesar de ser um home office temporário - para muitos - alguns cuidados são fundamentais . “O ideal para o teletrabalho é escolher cadeiras com pelo menos três funções básicas: regulagens de alturas do assento e do braço, além de encosto com o apoio para a lombar. Caso a pessoa não tenha esse tipo de cadeira, ela pode escolher outra capaz de deixar a coluna reta”, indica Priscilla.

Uma dica é para a maioria dos profissionais com jornadas em frente ao notebook. “Muitas horas de trabalho podem causar desconfortos físicos. Para evitar esses problemas, acrescente um suporte com mouse e teclado externo. Dessa forma, vai ser possível trabalhar numa postura adequada sem queixas. Quem não tem o equipamento pode utilizar temporariamente livros para criar uma altura na direção dos olhos”, aconselha a especialista.

Home office x higienização das superfícies contra o Coronavírus

Segundo Caroline Berg, otorrinolaringologista, em decorrência do atual cenário do Coronavírus, alguns cuidados são fundamentais para manter a saúde no espaço de trabalho em casa após voltarmos da rua para ir ao mercado ou resolver questões básicas. “Higienização das mãos, de preferência, com água e sabão. Nas superfícies, use pano embebido em álcool gel, pois ele não evapora tão rápido e evite colocar a mão no rosto”, destaca a médica.

Segundo estudo, publicado pela revista científica The New England Journal of Medicine, o novo coronavírus chega a permanecer por longos períodos em superfícies como plástico (até 72 horas); aço inoxidável (48 horas); papelão (24 horas); alumínio, cobre e vidro (até quatro dias). A recomendação, portanto, é fazer a higienização correta das superfícies, usando álcool em gel 70% ou 0,5% de água oxigenada.

Portanto, se deseja mais dicas de como lidar com o cenário de home office, acompanhe as matérias e conteúdos do Nube!

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