O home office era uma prática adotada por algumas empresas, às vezes de forma apenas experimental, e vista com cautela por outras. Porém, com a epidemia de coronavírus e a necessidade de quarentena, o trabalho remoto se transformou na única solução para a sobrevivência de muitos negócios, forçando quem não estava preparado a se adaptar.

Segundo levantamento realizado pelo IBGE, em 2018, 3,8 milhões de brasileiros trabalhavam dentro de casa, número 21% maior do registrado em 2017. Agora, de acordo com pesquisa da empresa de monitoramento de mercado Hibou, 6 em cada 10 brasileiros estão trabalhando em casa. Para o futuro, a previsão é de 30% das empresas adotarem o trabalho remoto, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas.

Para Douglas Enoki, gerente de arquitetura da IT’S Informov, esta é a hora de repensar o ofício nas corporações. "Temos uma grande oportunidade para recriar nossos hábitos cotidianos. A situação atual colocou a todos nós uma imposição de trabalho nem sempre comum. Havia muita discussão sobre como afetaria a produtividade das pessoas. De certa forma, temos observado o aumento do rendimento", afirma o especialista.

Diante do crescimento do trabalho remoto, os projetos de locais corporativos devem mudar. "Áreas colaborativas podem ganhar mais espaço, possibilitando às pessoas se reunirem no escritório esporadicamente. Como consequência, salas de staff e mesas fixas, podem sofrer uma redução", acredita Douglas.

Nesse cenário, apenas as pessoas cujo trabalho presencial seja imprescindível teriam mesas permanentes. “A maior parte do ambiente seria ocupado por salas de reunião, de descontração e descompressão, lugares para leitura e descanso. Esse formato se assemelha ao já visto há algum tempo por gigantes da tecnologia, como Google e Facebook”, aconselha o arquiteto. Porém, Douglas alerta, essas mudanças dependem de cada empresa, do tipo de negócio e de sua política.

Nas casas, o impacto do home office também acontece. “A tendência é as pessoas passarem a se preocupar cada vez mais com a criação de espaços adequados para o ofício em suas residências. Isso inclui o estabelecimento de áreas dedicadas, com escrivaninhas, cadeiras e iluminação próprias, além de objetos decorativos e artigos do gosto de cada um”, explica o arquiteto.

Para ele é importante se atentar, a labuta em condições precárias em casa pode resultar em perdas de atenção e foco. “Devemos investir cada vez mais no conforto do colaborador, com iluminação, acústica e isolamento bem pensados. Isso se assemelha a práticas já aplicadas em escritórios, com conceitos como biofilia e neuroarquitetura, sempre pensando no bem-estar e na produtividade das pessoas", resume o gerente.

Além disso, algumas ações devem ser adotadas para evitar despesas diante do cenário do teletrabalho. Carol Stange, especialista em finanças pessoais, separou algumas dicas para ajudar na administração dos gastos na residência.

Contas de consumo em geral

“Aparelhos em stand-by podem ser retirados da tomada quando não estiverem em uso, pois são responsáveis por até 30% de aumento na conta de energia elétrica”, aconselha Carol. Para ela, evitar o consumo excessivo de recursos possibilita o trabalho ser realizado em casa sem gerar grandes custos para os contratados. Ações como banhos curtos, capacidade máxima na máquina de lavar roupas são pequenas atitudes capazes de fazer toda a diferença no fim do mês.

Trabalho home office

Uma das dicas mais importantes da especialista é utilizar cômodos com luz natural, aproveitando para deixar as iluminação desligada por mais tempo. “Incrementos na qualidade do sinal de Internet, mobiliário e acessórios podem (e devem) ser negociados com a empresa para a qual você trabalha”, orienta Carol.

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