A cada dia, vemos com maior clareza o tratamento dado pelas companhias ao tema da diversidade em seus quadros de colaboradores. O assunto tem se mostrado de extrema importância para conseguir atingir a alta performance, tão buscada por muitos gestores. Nesse sentido, a necessidade de representar a população onde a empresa está inserida traz benefícios tanto estratégicos, quanto sociais.
                                                                
Quem defende isso é o especialista na metodologia Disney, Bruno Gonçalves. Para ele, antes de pontuar os ganhos de apostar nesse tema, é preciso lembrar sobre como nós, seres humanos, nos comportamos para propor soluções aos mais diferentes tipos de problemas. “Nosso cérebro, uma máquina biológica sem comparação, passou anos aprendendo diversas funções comuns a todos nós, como andar, comer, se proteger e outras. No entanto, vários processos foram aprimorados durante a nossa vida e têm muito a ver com o ambiente onde estávamos inseridos naquele momento, com cada experiência passada”, conta. Dessa forma, a nossa maneira de pensar é quase uma impressão digital, única e extremamente personalizada.
                                                                
Origens distintas são a chave do sucesso                                                 

Para ele, é justamente essa maneira de pensar a responsável por garantir uma vantagem estratégica para o empreendimento. “Pense em como seria um time com pessoas com praticamente as mesmas experiências e origens entre si. Não quero dizer ‘esse grupo não será eficaz’, mas levará em conta menos conceitos e variáveis na hora de resolver um desafio. Por outro lado, uma staff diversa, com pessoas de raízes diferentes, terá formas de raciocinar bem distintas e isso com certeza levará o coletivo para novos caminhos. Assim, ficará muito mais perto de inovar e trazer resultados efetivos em relação à outra equipe”, explica.

Para Roberta Vasconcelos, estagiária de TI, em Salvador, promover esse tema é relevante. “Já estagiei em outro lugar, além de onde estou agora e, lá, não havia nenhuma política relacionada ao tema”, comenta.
                                                                
Atualmente, ela vê essa essa preocupação vinda da gestão e acredita encontrar resultados positivos para sua carreira. “Conheci estilos muito diferentes, de realidades distintas da minha. Isso me fez ter empatia”, afirma.

Além disso, segundo o relatório “Diversity Matters”, organizações dedicadas a esse quesito e à igualdade de gênero são 15% mais propensas a terem performances superiores e esse número salta para 35% quando o assunto é diversidade étnica. “Ainda reforço e acredito: as contratações devem ocorrer de acordo com a aptidão do candidato em relação à vaga em questão. No entanto, seria interessante olhar para a estrutura do quadro de pessoal e mensurar o número de representantes das etnias, gêneros, religião e outros aspectos”, orienta o especialista.

Gonçalves ainda constata os riscos enfrentados por negócios despreocupados com isso. “Além de não representarem a sociedade, não espelham os seus clientes e, portanto, não conseguirão pensar de maneira diferenciada em relação a esses consumidores e, principalmente, em relação à concorrência”, conclui. “Não estamos falando de assistencialismo, mas sim sobre o certo sob o ponto de vista estratégico. Acima de tudo, sob a percepção daquilo capaz de nos diferenciar de todos os outros seres vivos do planeta, o humano”, finaliza.

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