A tecnologia transformou e ainda impacta a vida de todo o mundo. Afinal, a mudança de processos, a melhoria de serviços, a rapidez da velocidade da informação e a Internet contribuíram - e muito - para o desenvolvimento dos recursos utilizados nos contextos profissionais e pessoais. No entanto, assim como ela pode facilitar o nosso dia a dia, também pode nos escravizar.

Quem defende isso é Alessandra Montini, diretora do LabData, da FIA (Faculdade Instituto de Administração). “Estamos cada vez mais dependentes dessas ferramentas, principalmente dos smartphones. Em uma simples tela entre cinco e seis polegadas, fazemos transações bancárias, conversamos com pessoas do planeta inteiro, baixamos dezenas de aplicativos para auxiliar em nossa mobilidade e a organização da agenda de compromissos. Sem falar dos jogos, filmes, séries e músicas para os momentos de distração”, comenta.

Cenário atual

De acordo com o relatório de monitoramento sobre os usuários do aplicativo Moment, as pessoas visualizam a tela do celular 52 vezes e passam 3 horas e 57 minutos nele apenas em um  dia. Outro estudo, realizado pela OnePoll, constatou: a Geração Y está cada vez mais dependente dos recursos digitais. Os chamados “millennials” (quem tem entre 18 e 34 anos), quase não descansam devido ao vício.

Tudo em excesso pode trazer prejuízos significativos. “Alguns sujeitos já não sabem fazer um simples trajeto sem usar o Waze, outros não conseguem anotar seus compromissos sem o auxílio da inteligência artificial de algum dispositivo. Nesses casos, o uso do telefone móvel não é uma conveniência, mas sim uma questão de sobrevivência”, alerta a especialista.

Isso impacta diretamente no contexto corporativo, inclusive. Jean Carvalho é estudante de comunicação na faculdade Estácio, em Brasília, e conta ter já deixado a vontade de checar suas notificações nas redes sociais atrapalhar suas atividades no estágio. “A cada dez minutos eu precisava ver se havia alguma atualização e isso já me atrapalhou muito”, conta.
                                                                                                                                  
Para ele, a solução é se policiar e procurar ajuda profissional, se for o caso. “Consegui diminuir o uso criando regras para mim, mas conheço quem não seria capaz disso sem auxílio especializado, porque pode ser bem difícil”, compartilha.

Efeitos e problemas gerados

Para Alessandra, essa dependência pode causar vários efeitos colaterais. “Além de não conseguir realizar tarefas antes feitas sem o auxílio dos apps, você pode ficar mais suscetível a apresentar episódios de ansiedade, depressão, insônia e impulsividade”, comenta. Uma pesquisa feita pelo Ibope mostrou: 69% dos entrevistados garantiram ter suas vidas impactadas negativamente por conta do celular e, mesmo assim, não conseguiriam viver sem ele.                                                                  

“Na verdade, ninguém precisa se livrar dos recursos conquistados. O segredo está em equilibrar os prazeres proporcionados pela realidade virtual com o mundo físico. Aproveite as soluções para tornar o dia a dia mais prático, para se manter organizado, fazer anotações ou saber como está o trânsito. Contudo, use do bom senso. Afinal, de nada vale todos os avanços se você for escravizado por eles”, conclui.

Assim, fique ligado ao tema. Foco na atenção versus o celular: quem ganha essa batalha? Leia a matéria do Nube e descubra aqui. Conte sempre conosco. Acreditamos em seu potencial!

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