Grande parte da população tem tentado se adaptar aos novos cenários causados pela pandemia do coronavírus. Afinal, com orientações expressas de vários órgãos de autoridade  na sociedade, o ideal é permanecer em casa para evitar o contágio. Assim, corporações têm se ajustado para a nova realidade passageira e investem no trabalho remoto como uma possibilidade de atravessar a crise sem prejudicar a sociedade e a economia.

Não é uma coisa simples!

Paulo Dias é sócio fundador da Soul HR Consulting. Para ele, a decisão de implementar esse recurso não é tão simples em uma boa quantia das companhias. “Do ponto de vista de liderança, existe uma série de fatores a analisar e planejar para garantir produtividade e eficiência nas entregas. Por outro lado, também há questões técnicas, como equipamentos, acesso à Internet, segurança de dados, entre tantas outras com a mesma necessidade de solucionar antes de colocar o home office em prática”, alerta.

Mudando o pensamento

Segundo ele, muitas empresas, hoje, não possuem nem a estrutura ou a cultura para os profissionais atuarem a distância. Por isso, o primeiro passo é modificar esse cenário. Como? “É preciso, antes de tudo, mudar o mindset dos executivos e executivas: o exemplo tem de ser de cima para baixo, começando pelo presidente e diretores. Eles são quem deve incentivar os líderes a abrirem a cabeça para novos modelos de execução de tarefas”, conclui.

Foco na resolução
                                             
O segundo passo é pensar em soluções e não apenas problematizar. “Essa é uma situação sem precedentes e estamos aprendendo a lidar, na prática e de forma rápida, com as dificuldades do cotidiano. Boa vontade é essencial! As empresas sem a disposição de notebooks para os funcionários, por exemplo, podem avaliar a possibilidade de alugar equipamentos por um período”, explica.

Um ponto importante aqui é considerar maneiras de engajar o quadro de pessoal, afinal, em momentos mais complicados, essas questões afloram mais. Nesse sentido, é preciso entender como ser um líder inspirador. O Nube fez uma pesquisa com mais de 24 mil jovens e 77,7% deles disseram: quem consegue ensinar e motivar tem o melhor perfil de gestão. Ser acessível e paciente também é fundamental.

Como direcionar assertivamente o time?

De acordo com o especialista, adaptar sistemas, flexibilizar horários e processos também faz a diferença para poder seguir e superar as adversidades. “Resolvidas as questões técnicas, outro ponto fundamental é a gestão: como coordenar à distância, garantindo eficiência e rendimento?”, questiona.

Nesse ponto, a estagiária de design, Marina Vieira, compartilha as atitudes de sua supervisão. “Temos uma reunião com a equipe por vídeo duas vezes por semana e usamos o WhatsApp para nos comunicarmos o tempo todo”, conta. Para ela, a interação tem sido produtiva e ela consegue entregar as tarefas pedidas pela entidade. “Toda dúvida eu posso tirar pelos nossos grupos, com meus colegas e com meu chefe. Assim, consigo fazer tudo sem me perder”, garante.

A dica de Dias é começar estabelecendo metas adequadas à realidade, com prazos para os colaboradores se comprometerem. “Marque videoconferências regulares e não deixe de interagir. Lembre-se: as pessoas precisam continuar se sentindo em um ambiente organizacional, mesmo em casa”, conclui.

Com essas orientações, fica mais fácil garantir uma staff de alta performance, mesmo sem a utilização de um mesmo espaço físico. Quer ver dicas de gestão? Acesse!

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