Um em cada cinco estudantes relata já ter sofrido bullying (do inglês bully, valentão, brigão) de alguma forma, segundo o Centro Nacional de Prevenção do Bullying. Esse grande número pode ser ainda mais preocupante se não for diagnosticado o quanto antes. O artigo publicado na revista Child Development, da Sociedade de Pesquisa do Desenvolvimento Infantil, revela como sendo essencial a intervenção precoce das vítimas dessa violência. Assim, evitam-se danos persistentes à saúde mental. Já parou para pensar nesse assunto?

O impacto na vida profissional

Esse comportamento é caracterizado pela prática agressiva repetitiva direcionada, principalmente, a crianças e jovens por suas características pessoais. Segundo a exploração, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em média, metade dos participantes sofreu algum tipo de ataque. Seja por razões como aparência física, gênero, orientação sexual, etnia ou país de origem. Foram 100 mil contribuintes, da infância à adolescência, de 18 países.

Também, de acordo com a última Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), 7,4% dos estudantes disseram sentir-se ofendido ou humilhado e 19,8% anunciaram a prática de alguma situação de intimidação.

Dessa forma, o coordenador acadêmico e comportamental do Cedaspy, rede de escolas de capacitação de jovens, Cleyton Luís, explica: "a agressão impacta diretamente no rendimento escolar e, em diversos casos, segue até a vida profissional".

Isso acontece porque essa atitude reforça hábitos reclusos e introvertidos. Assim, “pode gerar crenças de incapacidade, desenvolvendo um medo excessivo a qualquer cenário de exposição ou sentimento de vulnerabilidade. Em casos mais graves, pode ainda desencadear outras patologias, incluindo a depressão, o isolamento total e até ideação suicida”, esclarece a psicóloga clínica de Campinas, Geórgia Isoppo.

Como combater?

Em 2016, foi sancionada a Lei 13.185, instituinte do Programa de Combate à Intimidação Sistemática. Ela tornou a luta contra o bullying uma política pública de educação e examina ações para acabar com o problema.

Na tentativa de combater tamanha brutalidade, o Ministério da Educação (MEC) tem apoiado iniciativas de formação continuada para profissionais da educação por meio de um Pacto Universitário de Educação em Direitos Humanos. Com isso, o projeto Unidos no Combate à Prática do Bullying – Jornal, Literatura, Comunidade e Cidadania, uma Grande Parceria, foi um dos vencedores da quarta edição do Prêmio Professores do Brasil.

Da mesma maneira, com o compromisso da construção de uma educação inclusiva e de qualidade, a Unesco, em conjunto com o Instituto de Prevenção à Violência Escolar da Universidade de Mulheres Ewha, organizaram um simpósio: “Violência Escolar e Bullying: das Evidências à Ação”. O evento intencionou a ampliação da liderança da Organização no combate à violência escolar, tendo como base orientação sexual e identidade de gênero e expressão.

Sendo assim, o objetivo comum é disseminar a aceitação e o autoconhecimento. A vista disso, desenvolve-se a confiança, o estabelecimento de limites e respostas assertivas para essas situações. Contudo, não esquecendo do essencial: ensinar a empatia à juventude e mostrar a humanidade de saber lidar com as diferenças.

Logo, sabendo identificar a circunstância, o próximo passo é tratar tanto quem está sujeito a opressão quanto o opressor, pois “ambos têm aspectos a serem trabalhados e transmutados em suas personalidades. O atacante precisa identificar o motivo pelo qual age desse modo, muitas vezes, tem uma dor oculta. A vítima pode descobrir e desenvolver recursos para lidar com essa situação, passando pelo desenvolvimento da autoconfiança e amor próprio”, complementa Geórgia.

Vale lembrar a importância de denunciar essa prática, sendo você o protagonista ou a testemunha, pois isso ajuda a erradicá-la. Estamos juntos nessa luta, conte sempre com o Nube!

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