Em bons momentos as atitudes dos líderes podem até passar despercebidas, no entanto, em situações de crise observa-se atentamente cada postura adotada pelos gestores. As exigências são redobradas, por isso, é preciso saber como tomar as melhores decisões pensando no bem de toda a equipe.

Paulo Roberto da Costa, diretor geral da Farmarcas, explica primeiramente qual o papel do líder: “é aquele capaz de fazer os demais elementos de um sistema fluir. E, em função disso, grande parte do sucesso do grupo depende dessa atuação e de como está capacitado para direcionar um time.”

Amanda Gomes, cofundadora da ELAS - primeira escola de liderança feminina do Brasil -, define o ofício como: “a capacidade de inspirar pensamentos, sentimentos e atitudes, seja presencialmente ou virtualmente. Exercer essa influência é primordial em momentos de incerteza.”

Por esse motivo, não cabe apressar etapas do processo. Assumir cargos de chefia requer preparo. “Muitos querem exercer imediatamente a função de liderança e, nesse momento, já ocorre um primeiro erro: não é uma colocação imposta, ele é conquistada junto aos liderados. Por isso, no mercado, existem muitos chefes e poucos líderes”, afirma Costa.

O especialista ressalta as responsabilidades na hora de conduzir outras atividades. Afinal, nem sempre o gestor lidará apenas com episódios positivos. “Um erro muito comum é acreditar na famosa ‘política da boa vizinhança’. Na realidade, estar à frente de um grupo, muitas vezes, é ser contestado em suas decisões, mas saber, o rumo a ser tomado é de extrema importância para chegar aos objetivos finais.”

Com o intuito de auxiliar no atual momento de instabilidade, veja algumas orientações para se tornar um bom representante:

Tenha vontade

Quando um funcionário faz uma atividade com motivação, com certeza colhe frutos benéficos para ele e toda a empresa. O diretor declara: “o primeiro ponto é a paixão, pois, os trabalhadores ao enxergarem atitudes ativas e feitas com prazer pelo gestor, também acreditarão no projeto. Se isso não ocorre, não haverá inspiração e entusiasmo.”

Ética

Liderança não é sinônimo de tirania e opressão. “Sinceridade e ética são essenciais. É fundamental ser um profissional confiável. Também é relevante demonstrar maturidade, com base em experiências passadas e teóricas, pois a busca pela melhoria e reciclagem deve ser contínua”, ressalta Costa.

Seja humano

Cobrar perfeccionismo de si mesmo pode ser prejudicial para sua trajetória como pessoa e orientador. “O líder não é perfeito, mas busca sempre se aprimorar. Ninguém sabe tudo e todos possuem muito a aprender. Escute os demais e tenha uma troca saudável de ideias”, orienta o diretor.

Amanda Gomes também sugere compreender sua própria vulnerabilidade. “A melhor forma de exercer a liderança é gerar conexão humana com as pessoas. Ou seja, compartilhar as ansiedades e não se sentir na obrigação de ter todas as respostas para a equipe.”

Liderando a distância

Muitos colaboradores estão trabalhando de suas casas como medida preventiva contra o Covid-19. Para conduzir seus contratados, Amanda indica alguns dos comportamentos mais adequados para essa realidade. “Em um processo remoto, a autonomia é a palavra de ordem, sendo assim, todos devem ser aconselhados com clareza a obter resultados efetivos. As reuniões de acompanhamento precisam trazer os progressos dos resultados e pontos de melhoria. Por exemplo, não é a quantidade de horas trabalhadas o mais importante e sim a evolução do direcionamento estabelecido.”

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