Você sabe reconhecer uma notícia falsa? De acordo com estudos desenvolvidos pela Kaspersky, empresa de cibersegurança, mais da metade dos brasileiros não consegue identificar uma fake news. O problema se torna ainda mais complexo diante do atual cenário de crise da saúde pública.

Apesar da gravidade do compartilhamento de dados equivocados no combate ao coronavírus, Isadora Camargo, jornalista e professora da faculdade São Judas, ressalta não ser um acontecimento inédito: “estamos falando dos últimos três anos, contexto de eclosão das notícias falsas no Brasil. Atualmente, o fenômeno já faz parte da natureza da comunicação e deve ser combatido todos os dias.”

Essa realidade foi propiciada pelo avanço e crescimento do uso das redes sociais. Se por um lado Isadora enxerga as perspectivas positivas da popularização dos meios digitais, orienta para os riscos do uso inadequado das ferramentas. “Configuram em espaços mais potentes para a disseminação de conteúdo, quer algo seja falso ou verdadeiro. Isso, porque concentram o maior número de usuários ativos, lendo, se informando, acessando ou compartilhando sua opinião.”

A especialista menciona um exemplo de como a propagação desleal de fatos pode ser prejudicial até mesmo para a saúde da população, principalmente em meio ao avanço da pandemia. “Uma informação começou a ser divulgada pelo WhatsApp e se espalhou: o chá de abacate poderia ser feito em casa e seria um tratamento possível para o Covid-19. São relatos de mal gosto e capazes inclusive de impactar diretamente na vida de outro usuário.”

Para combater a difusão das fake news, a professora sugere algumas dicas:

Reconhecendo a estrutura

“As notícias falsas estão cada vez mais padronizadas nas técnicas jornalísticas”, explica Isadora. Surge, portanto, a dúvida de como caracterizá-las. Para isso, é preciso levantar questionamentos sobre alguns pontos: “de onde vem aquela notícia? É de um site confiável? Quem está falando, é uma pessoa ou uma marca de credibilidade? Foque nos links e perceba as fontes e referências. Na falta desses elementos, a tendência é ser classificada como falsa”, declara a educadora.

Papel cidadão

Reconheceu uma notícia falsa? Agora é hora de agir e opor-se ao compartilhamento em massa. “As pessoas podem denunciar para as redes sociais e ao fazê-lo assumem seu papel cidadão. Ao mesmo tempo, o Facebook, por exemplo, pode assumir essa postura e condenar conteúdos ilegítimos.”

O papel das instituições

A luta contra as notícias falsas é uma tarefa de toda a sociedade. A jornalista destaca “É preciso rever o papel social de cada instituição. Não só a imprensa, mas os governos, as organizações sem fins lucrativos, as associações de bairro...É necessário desenvolver novamente condutas de credibilidade pra conviver com esse momento de overdose informacional e com o desenvolvimento de conteúdo por qualquer indivíduo e de maneira não responsável.”

Além disso, Isadora inspira a adoção de novos comportamentos educacionais: “vamos criar uma literacia, ou seja, educação digital com a audiência, especialmente os mais jovens e os mais velhos, essas faixas etárias são as responsáveis por conduzir e espalhar em maior dimensão as informações falsas. A imprensa tem um papel muito importante nesse processo ao incentivar a leitura, desenvolver conteúdos didáticos e explicativos para auxiliar a população na construção de argumentos coerentes e provenientes do conhecimento.”

Invista na leitura

Uma das melhores formas de fomentar o pensamento crítico orientado por Isadora é por meio da leitura. A escritora Cléo Busatto sugere: “um sujeito-leitor não acredita em tudo. Ele tem um pensamento crítico e recursos internos para identificar fake news. Pessoas com esse hábito geralmente tem opinião própria, pesquisa, busca informações e está conectado com os diversos pensamentos vigentes no mundo. Não se deixa enganar tão facilmente.”

Para estimular a prática, Cléo aconselha: “o gosto se adquire lendo. Crie um ambiente adequado. O livro é um companheiro para todas as horas e não precisa ser ligado na tomada. Ele conforta, diverte e instrui.”

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