O Brasil e o mundo enfrentam a pandemia do novo coronavírus. A situação levou empresas inteiras a atuarem em home office. No setor de RH, recursos como a vídeo entrevista agilizam a rotina de selecionadores e candidatos. Contudo, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como funciona a dinâmica. Por isso, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez a seguinte pergunta aos jovens: “você já participou de uma vídeo entrevista para concorrer a uma vaga?”. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 21 de fevereiro e contou com a participação de 49.057 pessoas de 15 a 29 anos. Os dados demonstram a vontade dos candidatos de fazer parte de processos como esse.

A maioria, ou 65,70% (32.228) dos pesquisados, respondeu “ainda não, mas adoraria participar”. Segundo a coordenadora de seleção do Nube, Helenice Resende, essa realidade deve mudar, pois cada vez mais corporações estão aderindo à inovação, especialmente em tempos de quarentena. Portanto, os interessados em conquistar uma vaga precisam se preparar. “Treine, faça simulações, demonstre interesse. Antes de iniciar a gravação, verifique o ambiente, deixe tudo organizado, iluminado, teste o microfone, a câmera, tranque a porta ou avise as pessoas da casa para não te interromperem. Fique atento à postura, comunicação e também à vestimenta, evitando roupas muito informais. Dê o seu melhor, pois é uma etapa geralmente desclassificatória”, recomenda.

Um total de 13,38% (6.562) não curte as reuniões remotas e afirmou “sim, mas não gostei e prefiro entrevistas presenciais”. Contudo, Helenice ressalta as vantagens do processo on-line. “O maior benefício é a comodidade, pois o participante não precisa realizar o deslocamento de sua residência até a corporação, assim, ganha tempo para se preparar ainda mais. Outro ponto é a economia, pois não será necessário gastar com passagem, combustível ou alimentação. Por estar em um ambiente familiar, o interessado pode sentir-se mais seguro e, consequentemente, obter melhor desempenho”, explica. 

Outros 12,89% (6.324) disseram: “não, eu fiquei com vergonha e não enviei meu vídeo”. Nesse caso, o treino faz toda a diferença para obter segurança ao falar de si mesmo. “A prática leva a perfeição! Faça simulações, apresente-se para amigos, familiares ou até na frente do espelho. Assim será fácil perceber suas necessidades de ajuste. Também é relevante pesquisar sobre a companhia, pois desta forma saberá se realmente é algo do seu interesse. Esse fator é muito avaliado pelos recrutadores”, indica a especialista. Vale ainda ficar de olho no site do Nube. “Por lá encontrarão cursos preparatórios para processos seletivos, sobre como falar em público, montar um currículo, entre outros temas gratuitos e fundamentais”, complementa Helenice. 

Finalmente, 8,04% (3.943) dos participantes colocaram “sim, acho melhor porque evita o deslocamento até a empresa”. Esse é um grande benefício da vídeo entrevista, visto muitos candidatos perderem oportunidades simplesmente pela falta de dinheiro para o transporte. “Além disso, as vídeo entrevistas são gravadas pelos candidatos e enviadas aos profissionais de RH, não acontecem em tempo real. Isso dá a eles a chance de se concentrarem e tomarem seu tempo para dar seu melhor, com maiores chances de sucesso”, finaliza a coordenadora.

Serviço: Maioria dos jovens nunca participou de uma vídeo entrevista.

Fonte: Helenice Resende, coordenadora de seleção do Nube.

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