Quando falamos sobre inovação, é comum pensarmos e associarmos esse termo à tecnologia e à revolução digital. Entretanto, esse assunto é mais complexo e pode ter diversos outros significados, os quais devem ser levados em conta na linguagem corporativa.

Possibilidades

De acordo com Marília Cardoso, fundadora da InformaMídia e sócia-fundadora da Palas, a associação aos recursos automatizados é apenas uma das possibilidades, assim como a disruptiva (aquela criadora de um divisor de águas porque muda completamente algum processo anterior). “No entanto, isso não acontece sempre. No dia a dia, outros estilos de renovação são mais frequentes e possíveis”, alerta.

Incremental

“Muitas vezes, ela se parece mais com processos de melhoria contínua. Porém, ao longo de várias versões, é possível perceber a mudança acontecendo”, comenta. Para ela, um bom exemplo são os aparelhos de TV. “Se compararmos aquele “tubão” preto e branco de décadas atrás com as telas ultrafinas e inteligentes vistas hoje, nem associamos como dois exemplos de um mesmo produto”, conta.

Aberta

Para Marília, muitos têm receio de compartilhar suas ideias com medo de alguém se apropriar delas. “Quando consideramos essa opção aberta, isso simplesmente não faz o menor sentido. Uma sugestão é lançada e qualquer pessoa pode dar novos pontos de vista. Os gestores colhem as melhores e criam projetos a partir de um apanhado geral dos melhores comentários. Esse modelo é usado com cada vez mais frequência”, explica.

Considerando portas e janelas no caminho

Ainda de acordo com a especialista, você pode inovar ao lançar produtos para seus clientes, ofertando serviços com maior valor agregado. “Ou, ainda, propostas com valor reduzido em relação às atuais para outro segmento de consumidores”, exemplifica. É possível aplicar esse conceito também no modelo de negócios. “Hoje, não necessariamente os empreendimentos precisam se resumir a “produto/serviço” para lá e dinheiro para cá. Existem muitos setores consagrados mudando a forma de cobrança. Até montadoras começam a avaliar a possibilidade de alugar carros por meio de um sistema de assinaturas”, constata.

Para quem estagia

Juliana Sanches estuda recursos humanos e já atua na área como estagiária. Para ela, ter a habilidade de pensar em novos meios de otimizar processos é uma das características mais valorizadas para a construção da carreira. “Minha supervisora admira muito qualquer tipo de sugestão dada pelo time e, geralmente, consideramos cada uma delas para melhorar a gerência”, compartilha.

Criatividade

Um outro viés de interessante é o criativo. “Com idealizações muito simples, efeitos gigantes são provocados. Um exemplo citado nos meus treinamentos é o do aparelho de ressonância magnética. A maioria das crianças precisa ser sedada para fazer esse exame. A partir disso, profissionais criaram uma nova forma de obter o mesmo resultado, fazendo uma coisa diferente: pintaram a sala e a máquina, envolvendo os pequenos em uma história. Eles não seriam pacientes, mas sim comandantes de um navio. Em um determinado momento, ao soar uma sirene, era preciso ficar em silêncio e imóvel para evitar o ataque de piratas. Com isso, o índice de sedação caiu para menos de 10%”, compartilha.

Qual tecnologia foi empregada nesse caso? Para Marília, nenhuma. “Isso tem muito mais a ver com empatia, experimentação e ousadia. Para tornar a sua instituição mais revolucionária, é vital estar atento às demandas da sociedade e aberto a propor soluções”, conclui.

Portanto, fique atento a esse tópico e promova verdadeiras transformações em seu setor ou companhia. Conte sempre com o Nube!

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