O processo de contratação de um funcionário é longo e oneroso para as empresas. Afinal, não é simples encontrar pessoas disponíveis no mercado com fit para o negócio, equipe e cargo. Enquanto o profissional ideal não é encontrado, o time fica sobrecarregado com o acúmulo de funções, tendo o desempenho reduzido. Considerando esse cenário, após a contratação da pessoa ideal, parece estar tudo perfeito. Entretanto, não é bem assim. Se o processo de recrutamento e as práticas de retenção não forem feitas da melhor maneira possível, o risco de turnover, ou seja, do funcionário novo deixar a companhia é grande.

Além de gerar retrabalho, a saída é cara para a corporação e prejudicial para o desempenho e a motivação do grupo. Para evitá-lo, o primeiro passo é olhar as causas. Bruno Soares é cofundador e CEO da startup Feedz em Florianópilois e comenta sobre os cinco principais motivos pelos quais pessoas recém-contratadas podem não se adaptar.

Desalinhamento com a cultura: como a organização funciona, como trabalhadores se comportam e a forma como as funções são executadas geram elementos da cultura local. Se o novo membro não estiver alinhado com isso dificilmente se adapta-rá à rotina e se sentirá pertencente ao ambiente. Isso faz com ele repensar sua atuação. Para evitar essa situação é crucial apresentar os pilares da instituição avaliar a compatibilidade do candidato nesse quesito.
 
Onboarding deficitário: se um bom planejamento não é feito, o indivíduo se sentirá perdido e desamparado, não conseguindo executar suas atividades em plenitude. A melhor forma é desenhar um processo completo, com apoio nos primeiros meses, apresentação de projetos, pessoas e documentos, além de reuniões para ambientação.

Falta de transparência: muitos lugares prometem “mundos e fundos” no recrutamento e não cumprem. Algumas vezes a função não corresponde, ou a estrutura do negócio é diferente da descrita e até mesmo questões salariais são maquiadas. A empresa também precisa ser sincera sempre.
 
Falha nas políticas de retenção: pequenos empreendimentos não conseguem competir com grandes na proposta de remuneração, mas seu principal diferencial é um local mais agradável e benefícios. Não se preocupar em entender as necessidades reais de cada um é igual esperar por demissões. É preciso investir em práticas de motivação e engajamento.
 
Ignorar feedbacks: não dar devolutivas contínuas é como vendar alguém e pedir para achar um caminho. Quem se sente perdido tende a procurar outros lugares para se encontrar.

Para a especialista em desenvolvimento humano, Susanne Anjos Andrade, “com as mudanças nas relações de trabalho, as empresas precisam se modernizar e flexibilizar seu modelo de gestão. Por isso, a humanização está cada vez mais presente no mundo corporativo, o qual tenta valorizar o ser humano por trás do crachá, procurando  prezar pelo seu bem-estar”, diz.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia nossa matéria: Chefe tóxico pode causar demissão!

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