Quem nasceu entre 1995 e 2010 se enquadra como um membro da geração Z. Esse novo grupo está dando seus primeiros passos no contexto organizacional e, com isso, muita coisa vem mudando dentro das empresas. Como são marcados pela evolução tecnológica, seus hábitos e desejos são diferentes em relação às tribos anteriores.

Inovação

Segundo a administradora e headhunter da Trend Recruitment, Mylena Cuenca, quem ingressa agora nas corporações se diferencia pela alta capacidade inovadora. Além disso, segundo um levantamento realizado pelo Sebrae, SPC Brasil e CNDL, 42% dos jovens buscam trabalhar com atividades compatíveis com seus gostos. Logo, para eles, ter um propósito é fundamental.

Primeiros passos

De acordo com a especialista, quem tem esse perfil precisa entender o porquê de estarem na companhia e, melhor ainda, saber se estão fazendo alguma diferença no mundo ou na vida de alguém. “Para essas pessoas, é inaceitável ser apenas mais um. Querem pertencer a algo maior, significativo. Inclusive, iniciativas sociais costumam agradar”, comenta.

Liberdade traz resultados

Além disso, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é fundamental, mesmo quando não há uma divisão clara. “Bater cartão de ponto simplesmente não faz mais sentido. O desejo geral é ter autonomia e flexibilidade para arquitetar ideias e implantá-las. Quando entidades oferecem benefícios como home-office, se tornam mais desejadas. Um ambiente aberto, dinâmico, onde o relacionamento e a comunicação com outros colegas profissionais seja mais fácil e não exista um lugar fixo para trabalhar, também proporciona espaço para esse jovem lidar tanto com aspectos particulares, quanto ocupacionais em um mesmo local”, defende.

Ainda para Mylena, a Geração Z quer velocidade na carreira e nas tomadas de decisões. “Aprendem muito rápido e, na visão deles, em pouco tempo já estão preparados para uma nova posição dentro da companhia. Como são imediatistas, se não conseguem conquistar seus desejos, tendem a buscar outras oportunidades. A postura é tão dinâmica e desprendida a ponto de chocar as gerações anteriores, acostumadas a passarem vários anos em uma mesma instituição, construindo uma trajetória mais sólida”, explica.

Logo, para atrair e reter esses novos profissionais, os líderes precisam buscar formas de motivá-los o tempo todo. “Eles gostam de receber estímulos, em especial aqueles valorizando a diversidade e as causas sociais. Espaços abertos, com relações flexíveis, respeito e inclusão são os mais procurados por esses sujeitos”, orienta.

Case de sucesso

A Ikê Assistência tem, em seu quadro, um alto número de jovens. São 34% dos 261 colaboradores representantes da mais recente geração atuante. Pensando em maneiras de aproveitar suas habilidades ao máximo, realizaram comitês para debater possíveis mudanças. Dentre as transformações, estava o código de vestimenta, treinamentos migraram para plataformas digitais e a comunicação se adaptou para o smartphone. O resultado? A rotatividade na corporação caiu de 12% para 4%.

Na prática

Paula Santos estuda administração na Unip em Ribeirão Preto e fala sobre como se sentir compreendida e ter seus escopos respeitados por seus supervisores auxilia na entrega de atividades. “Me sinto mais envolvida com os processos e quero permanecer aqui por um bom tempo!”, conclui.

Portanto, se atentar a esse tema pode ser a chave para se preparar para o futuro e manter a excelência em um empreendimento. Ainda tem dúvidas sobre os hábitos e comportamentos dos mais novos? O Nube preparou um estudo capaz de te auxiliar para entender quais são as visões desse grupo sobre futuro e carreira. Saiba mais neste link!

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