O Brasil conta com 9,7 milhões de deficientes auditivos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Logo, quem se interessa em atuar nesse segmento, tem boas perspectivas. Entenda melhor sobre o curso de linguagem de sinais e reflita se tem a ver com seu perfil!

A graduação dura quatro anos, tanto no bacharelado, quanto licenciatura. As disciplinas englobam matérias como tradução, fundamentos da educação dos surdos, escrita de sinais, sintaxe, semântica e pragmática. De acordo com dados do último Censo Inep/MEC, ingressam por ano 235 alunos no curso e 15 se formam.

A baixa procura pelo setor explica-se pelo fato da atividade ter sido regulamentada apenas em 2010. Todavia, as oportunidades crescem a cada ano, especialmente para intérpretes. Outros campos com boas chances são o educacional e empresarial. O último, inclusive, tem cada vez mais precisado de pessoas do ramo para seus congressos e conferências.

Segundo Vanessa Simões, fundadora da Simões Tradução, Interpretação & Idiomas, no Rio de Janeiro, investir em ajuda especializada, como a interpretação simultânea, consecutiva ou Libras, para um encontro presencial, uma videoconferência ou um acontecimento demonstra dedicação, zelo, respeito e interesse pela cultura do outro. “Contar com um profissional, o qual estudou e se qualificou para prover esses serviços faz toda a diferença. Quanto mais confiança for passada, maiores as chances de uma parceria dar certo. A comunicação é essencial nisso”, ressalta.

Para os interessados, o salário varia conforme a especialidade. Então, para atendimentos individuais a média é de R$ 30/hora. Já em eventos maiores, a remuneração sobre para R$ 100/h. O MEC realiza um teste de proficiência, o Prolibras, o qual é essencial para o atuante na área ser contratado.

Com visão empreendedora e de olho nesse mercado, três estudantes gaúchos inovaram e criaram a primeira plataforma para auxiliar quem não conhece a Língua Brasileira de Sinais a se comunicar. “Basta executar os sinais em frente à câmera”, comenta Luisa Scaletsky. Para aprimorar o conteúdo e o modelo de aprendizagem, os alunos desenvolveram uma área no app para os usuários enviarem vídeos e complementarem o banco de dados do Charles Tradutor, sendo recompensados pela ajuda.  

Segundo relato dos discentes, no dia a dia, as pessoas com deficiência encontram dificuldades de inclusão, principalmente quando se deparam com a necessidade de escrever. “Nossa ideia foi criar uma plataforma colaborativa, para a comunidade surda  filmar seus sinais e receber a tradução por escrito”, comenta Luisa.  

A Total IP - Soluções e Robôs para Contact Centers também inovou com uma tecnologia inclusiva. “Basta a empresa ter em seu quadro de funcionários intérpretes em libra e as ferramentas necessárias para integrar nossa plataforma. O resto é por nossa conta. Assim, a partir de uma vídeo chamada, o diálogo é realizado a partir de nosso software, possibilitando o acesso a todos”, explica o diretor, Giovane Oliveira.

Toda ajuda nesse cenário é bem-vinda e uma carreira bem estruturada no setor só pode ser de grande sucesso!

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