A campanha de conscientização e prevenção ao suicídio, Setembro Amarelo, começou em 2015 e continua marcando presença nas discussões sobre o tema. No entanto é imprescindível, ao tratar de um assunto delicado, saber a melhor forma de disseminar informações de maneira sensível e responsável.

Segundo Celso Lopes de Souza, psiquiatra, educador e fundador do Programa Semente, o primeiro erro com relação ao suicídio é não falar sobre ele. O especialista aponta alguns pontos para serem reforçados.

1. Suicídio é coisa séria: A OMS - Organização Mundial da Saúde aponta o autocídio como a terceira causa de morte mais comum entre os jovens de 15 a 29 anos. Além disso, só no Brasil, uma pessoa comete suicídio a cada 45 minutos.

2. Não é preciso medo para falar sobre: isso pode ajudar a tratar quem tem essa intenção.

3. Pensamento de óbito é uma coisa, ideação suicida é outra: o primeiro é mais comum, a pessoa pensa ‘eu poderia morrer’, ou ‘eu queria morrer’. Já o segundo é pior, pois há a questão ‘eu quero me matar’”. Então, quem está nessa fase, vive os 3 “is”: “sentem a dor como algo impossível, insuportável e interminável. Tal fato leva ao desejo de querer tirar a própria vida. Elas claramente não conseguem perceber sozinhas o quanto esses "3i's" são distorções de percepção da realidade, por isso precisam auxílio.

4. É possível a prevenção: sinais como isolamento, corte de planejamentos futuros, uso de substâncias psicoativas e mensagens de despedida são alguns pontos para ficar atento. Também há como prevenir os distúrbios psiquiátricos por meio da aprendizagem socioemocional, na qual crianças e adolescentes aprendem na escola sobre empatia, resiliência, autoconhecimento e autocontrole, por exemplo.

As ações do Setembro Amarelo defendem a importância do diálogo e da valorização da vida. Nesse sentido, o período pode ser utilizado para ampliar a discussão sobre diversidade e inclusão social. Muitas vezes, essas conversas são levadas para o âmbito escolar e, por isso, é importante a instituição de ensino estar preparada para debatê-las. Segundo o coordenador do Sistema de Ensino pH, também com atuação no Rio de Janeiro, Fabrício Cortezi, o primeiro passo é integrar equipes e alunos. “O ambiente não pode ser opressor, ele tem de ser acolhedor. O debate deve ser estimulado”, aconselha.

Converse com pessoas próximas sobre o problema e quando perceber alguém passando por algum transtorno, não exite em oferecer ajuda.

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