Segundo pesquisa, a maior parte dos jovens já deixa de lado influência dos parentes e opta por uma profissão seguindo seus próprios anseios

Se antes, seguir a carreira dos parentes próximos era algo corriqueiro, hoje, o cenário mudou. Isso foi revelado por uma pesquisa realizada pelo Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios com 51.295 participantes. Jovens de 15 a 28 anos, em todo o Brasil, responderam: “seus pais ou responsáveis influenciaram sua escolha profissional?”. O resultado apontou tempos modernos, nos quais as famílias prezam por mais liberdade.

O estudo ocorreu de 5 a 16 de agosto e de acordo com 66,70%, ou seja, 34.213 participantes, a melhor alternativa foi: “não, me deixaram livre para fazer a minha escolha”. A explicação para o índice está ligada a uma geração muito atrelada aos seus valores. “Atualmente, a juventude apresenta um conceito de rotina diferente de seus antecessores. Se antigamente as pessoas prezavam por estabilidade e segurança, agora, o primordial é a qualidade de vida e o equilíbrio entre trabalho e tempo livre”, explica a analista de seleção do Nube, Marianne Lisboa.

Logo, atualmente, muitos valorizam seguir uma área correlacionada à sua essência. “Eles desistem de segmentos capazes de fornecer apenas “impulsão” financeira ou status social. A ideia é fazer algo relacionado às suas crenças, cujo retorno agregue tanto no lado pessoal, quanto profissional”, comenta. Essa afirmação vai ao encontro de outra devolutiva apresentada no levantamento. Afinal, 5.44% (2.788) disseram: “não, tentaram me levar por um caminho, mas eu decidi ir por outro”. Portanto, estamos falando de indivíduos com alto nível de informação nas mãos e capazes de se impor quanto às suas vontades. “Caso contrário, o risco de desistências, insatisfação, decepção e ansiedade torna-se grande”, assegura Marianne.  

Mesmo assim, ainda há familiares querendo exercer sua influência. Desses, há quem apenas opine, sem maiores consequências, como foi dito por 26,87% (13.783) na opção: “sim, me deram sugestões, mas sem pressão”. Por se tratar de um momento delicado, é preciso tomar cuidado na imposição frente aos mais novos. “Mostrar sua visão, mas deixando o jovem livre para sua decisão é a melhor saída. Afinal, atender o querer dos entes pode gerar cobranças e expectativas irreais em relação a desempenho, engajamento e sentimento de incapacidade”. analisa.

Contudo, nem todos entendem essa premissa. Assim, 0,32% (163) desabafaram: “sim, me fizeram seguir a mesma carreira deles” e outros 0,68% (348) revelaram: “sim, acabei optando pela carreira dos sonhos deles”. Muitas vezes, considera-se natural ter a mesma atuação dos pais ou tocar o negócio da família. Porém quando isso se torna uma obrigatoriedade pode desencadear situações frustrantes, caso o indivíduo não tenha as competências necessárias para isso. “Antes de mais nada, quem está prestes a optar por uma ramo deve levar em consideração suas características pessoais e verificar quais são suas habilidades e aspirações. Somente dessa forma será possível explicar com maior clareza e argumentos seus desejos”, indica a especialista.

Além disso, conversar com profissionais e buscar um propósito ajuda em preferências mais assertivas. “No mais, é sempre bom lembrar: ninguém é obrigado a acertar de primeira. Todas experiências tornam-se válidas para extrair conhecimentos dela”, finaliza Marianne.

Sugestão de fonte: Marianne Lisboa, analista de seleção do Nube
Serviço: A vontade dos pais prevalece na escolha da profissão dos filhos?

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