Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, tanto para os profissionais, quanto para as empresas, pensar em meios de se evidenciar é fundamental. Nesse sentido, estar disposto a ouvir sugestões criativas para se diferenciar é uma boa solução. Pensando nisso, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios realizou uma pesquisa com a seguinte questão: “você acha o meio corporativo aberto a novas ideias?”. O resultado apontou uma visão otimista.

O levantamento foi realizado entre 3 e 14 de dezembro e contou com a participação de 16.380 pessoas de todo o Brasil, com faixa etária entre 15 e 28 anos. Com 43,36%, ou 7.103 votos, a alternativa “sim, mas precisam fazer sentido e gerar produtividade” ganhou destaque. De acordo com Everton Santos, analista de treinamento do Nube, para garantir a assertividade de uma solução, é necessário elaborá-la e testá-la para, então, provocar impactos positivos. “Quando exposta sem planejamento, tudo tende a falhar, pois ao imaginar, não consideramos possíveis empecilhos”, afirma.

Já para 26,84% (4.396), “depende do ramo da empresa e dos gestores”. Para Santos, as novas perspectivas do mundo corporativo colocam a originalidade como um requisito para as companhias. “Sendo assim, é essencial o gestor estimular e desenvolver um ambiente aberto à criatividade. A organização, por sua vez, também deve criar uma cultura mais aberta, pois colaboradores com perfil imaginativo potencializam o surgimento de negócios originais”, explica.

Outros 26,70% (4.374) afirmam: “sim! Todas as inovações saem desse mundo”. Porém, o analista ressalta: pontos de vista inusitados têm origem em diversas esferas e não se restringem apenas ao universo organizacional. “O ramo acadêmico e a sociedade também são grandes fontes de novidades. Por meio de necessidades diagnosticadas por esses dois espaços, as instituições adaptam e renovam seus conceitos quanto ao produto ou serviço prestado”, aponta.

Entretanto, 1,89% (310) comentaram: “pelo contrário, você precisa se adaptar sem dar opiniões”. Segundo o especialista, ainda existem empreendimentos com processos enraizados e pouco abertos à mudança, preferem não alterar tradições. “Porém, não deixe essa característica o privar de gerar novos conteúdos. Siga os procedimentos previamente estabelecidos e, quando tiver a oportunidade, pense em estratégias para expor suas ideias. Se colocadas de forma adequada, fica mais fácil ser ouvido”, orienta.

Por fim, 1,20% (197) acreditam: “nem um pouco, é muito fechado para novidades”. Para ter sucesso, se fechar às possibilidades pode ser um erro. “Se na atualidade ainda tivéssemos marcas fabricando e vendendo máquinas de escrever em grande escala, elas conseguiriam êxito? Hoje, esse é um item de coleção e sua comercialização para fins profissionais seria, provavelmente, rejeitada. Por isso, quando um negócio não reinventa seus produtos, os consumidores procuram quem atenda a real demanda”, defende.

Logo, espaços acolhedores auxiliam no estímulo de raciocínio. Para quem quer ter destaque por suas linhas de raciocínio, a originalidade é um bom caminho. “Embora tenham sido criadas culturas cada vez mais colaborativas, é importante manter a nossa individualidade para o desenvolvimento de pensamentos. Portanto, não devemos forçar ou nos sobrecarregar de ideias e sim utilizar dos estímulos do dia para uma construção criativa”, finaliza.

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