Cada vez mais, a preocupação em fornecer um ambiente favorável ao desenvolvimento igualitário de todos os colaboradores se faz presente nas corporações. Nesse contexto, se insere o trabalho coletivo, aspecto fundamental para um time oferecer bons resultados. Pensando nisso, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez um levantamento com a seguinte questão:  “quais as dificuldades em se trabalhar em equipe?”. O resultado apontou a importância do respeito.

O estudo ocorreu entre 29 de fevereiro e 11 de março e contou com a participação de 13.136 pessoas de 15 a 26 anos, de todo o país. Para 47,94%, ou 6.297 pesquisados, a opção “é difícil conciliar diversos pontos de vista” foi a mais escolhida. Para Helenice Resende, analista de recrutamento e seleção do Nube, a dificuldade está em entender o diferente. “Tendemos a enxergar o oposto como errado e, inconscientemente acionamos mecanismos de defesa capazes de impedir a análise de outras realidades”, afirma. Ela ainda alega: “a principal ferramenta para nos auxiliar a reverter esse comportamento é a escuta ativa. Ouça com atenção e sem preconceitos”.

Com 36,29% (4.767), a alternativa “lidar com personalidades distintas” apareceu em segundo lugar nos obstáculos dos relacionamentos interpessoais. “A pluralidade é inerente à condição de ser vivo. Tentar transformar no outro o imutável, é gastar energias as quais poderiam ser investidas em vários aspectos de sua vida”, expõe a analista. Para ela, é necessário rever seus conceitos. “Não adianta sermos resistentes à individualidade alheia, é como lutar em uma guerra perdida”, explica.

“Manifestar minhas opiniões” foi a opção de 8,64% (1.134). Para esses, é indispensável tomar alguns cuidados na hora de tecer algum comentário. “Ao expor pontos de vista, é preciso evitar discursos baseados em preconceitos, para não gerar discussões desnecessárias”. Além disso, segundo Helenice, é imprescindível filtrar bem as palavras antes de concretizá-las em uma fala. “Se realmente for imperativo abordar determinado assunto em equipe, busque as palavras mais assertivas e sutis, para não expor ou desqualificar alguém”, indica.

Já 3,97% (521) apontaram “entender a opinião dos outros” como maior obstáculo. “É essencial pararmos de medir pessoas com a nossa própria régua! Ao ouvir alguém, preste atenção e busque analisar a situação com o olhar do próximo”. Para a psicóloga, essa não é uma tarefa fácil, mas aspecto vital para melhorar as relações. Portanto, busque sempre valorizar, não somente suas vivências, como também a de seus colegas, pois isso facilita o entendimento.

Por fim, 3,16% (415) escolheram “compreenderem minhas ideias” como principal empecilho. Nesse caso, adaptar a forma de exposição de seus pensamentos de acordo com o receptor de sua mensagem, é primordial. “É extremamente importante estruturar seu raciocínio pensando em todas as possibilidades de discordância. Isso já te mantém um passo à frente. Além disso, é preciso traçar uma linha lógica, tornando-a o mais clara e concisa possível”, explica. Helenice ainda diz: “vale a pena repensar e construir melhor suas considerações, pois você pode perdê-las por não saber explicá-las corretamente”.

Para a especialista, a resistência em aceitar diferentes perfis e opiniões dentro da organização é frequente. “O resultado reflete, na verdade, uma condição capaz de afetar diversas esferas da vida”. Para resolver esses problemas, a empatia é indispensável e infalível. “Ao saber ouvir, conseguimos entender qual é a melhor maneira de expor nossas próprias sugestões”.

Portanto, ser solícito, paciente e não agir com preconceitos são características fundamentais para uma boa interação em qualquer contato social.

Fonte: Helenice Resende, analista de seleção do Nube
Serviço: pesquisa revela quais são os desafios do trabalho em equipe
 

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