Com as constantes transformações no mercado de trabalho, surgem novos termos. Entre eles, um tem se destacado e merece muita atenção: compliance. Ele pode ser considerado um fator determinante para o desempenho de seus colaboradores e, consequentemente, de seu negócio. Afinal, qual o seu significado?

Compliance pode ser traduzido como “o agir de acordo com alguma regra ou ordem”. Ou seja, no âmbito empresarial, as organizações precisam de programas com estruturas para detectar, prevenir, corrigir e punir procedimentos inadequados, com a pretensão de preservar a sua reputação. Muito disso, é atrelado a questões morais.

Para Camila Arná, consultora na área de compliance da PP&C Auditores Independentes, atuando hoje em Campinas, o engajamento das corporações é muito positivo. Além de reafirmar os seus valores, abre margem para a discussão sobre a ética corporativa, não se resumindo a apenas assuntos burocráticos, mas uma maneira de tornar isso uma cultura, dentro e fora, do contexto laboral.

“Considero de extrema relevância a implantação do programa para melhorar não só o ambiente de trabalho, mas a vida das pessoas de forma geral, com consciência sobre as ações éticas e agregação de valores”, ressalta Camila.  Portanto, essas questões devem ser pautadas e refletidas diariamente para tornar o programa "vivo" dentro da empresa.

Quando o empreendimento realiza um treinamento com esse tema, muitas pessoas, não se interessam e se dispersam facilmente. Para a gerente da Protiviti, Tatiana de Toledo, essa falta de atenção está ligada a uma simples razão: “já nos consideramos éticos e, se por acaso não tivermos sido em alguma situação, sempre há uma boa justificativa”. Contudo, mesmo com esse pensamento, as ações concretas dizem o contrário.

Infelizmente, sempre há alguém com uma atitude não condizente com as questões propostas. Portanto, a especialista sugere posicionar os colaboradores sobre o conceito de ética e moral e inseri-la no contexto de seu cotidiano. “Sendo um treinamento, presencial ou não, o mais fácil é incluir exemplos. Nesse momento, provavelmente as pessoas vão se reconhecer ou mesmo lembrar de algum momento já vivenciado. Melhor ainda é se quiserem compartilhar com o grupo”, comenta.

Além disso, uma importante medida é deixar o clima mais leve, evitar termos muito técnicos ou jurídicos e utilizar casos conhecidos. De acordo com a gestora, um estudo de caso, um vídeo, ferramentas e jogos deixam o ambiente mais dinâmico e a mensagem será transmitida com mais eficácia.

Seja qual for a alternativa aplicada, é sempre bom ter em mente a relevância do tema e passá-lo para seus colaboradores. Assim, terá sucesso!

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