Em 2017, a taxa média de desemprego anual chegou a 12,7%, a mais alta desde o início do índice, medido pelo IBGE pela primeira vez em 2012. Se a notícia já é ruim por si só, soa ainda pior para os 11,5 milhões de brasileiros com depressão. O dado é da OMS – Organização Mundial da Saúde e chama atenção para o fato da queda de produtividade, causada pela doença, poder aumentar as chances de perder o emprego.

As incertezas políticas relacionadas à economia e segurança pública afetam mais as pessoas com picos de ansiedade e ataques de pânico. Segundo Beatriz Brandão, psicóloga clínica, o contexto da alta nas demissões reforça a sensação dos depressivos de incapacidade e impossibilidade de melhorar a própria vida. “Eles começam a perder o interesse pelas atividades obrigatórias, depois as prazerosas, e se isolam por completo. Simplesmente, vão perdendo a força de fazer as coisas habituais, deixam de cumprir prazos, começam a cometer erros e assim por diante”, explica a especialista, em contato com a doença desde a adolescência e a qual mantém sob controle há dez anos.

Raquel Martins é formada em Comunicação e moda e trabalha desde os seus 15 anos. Agora, aos 40, com dois filhos pequenos, foi desligada de uma grande marca de artigos esportivos. “Nos primeiros meses, pensei em me concentrar nas crianças e em colocar a casa em ordem para, quando voltasse a rotina normal, tudo estaria organizado. Contudo, as coisas foram diferentes!”, conta. Segundo ela, o tempo foi passando e a tão sonhada recolocação não aconteceu. Assim, teve início um processo de desânimo e melancolia. “Quem vive conosco não tem ideia de como agir, como ajudar, então elas te julgam como preguiçoso! Você não levanta, não vai atrás, a culpa é sua, quanto vitimismo. Atualmente, tenho acompanhamento de psiquiatra e de psicólogo. Eu não morri, eu não emburreci, não perdi nenhum dos meus talentos, mas eu perdi meu emprego e isso ainda dói na alma. É como se você estivesse inválida”, desabafa.

Para quem compartilha do mesmo sentimento, alguns cuidados podem ajudar a evitar a tristeza. O primeiro deles é explicar a situação para os círculos de amigos e familiares, assim como ter uma conversa franca com os gestores para haver mais paciência e compreensão com a mudança nas funções. "Algumas pessoas têm medo de fazer isso, mas o maior índice de abatimento no trabalho é entre executivos, então existem grandes chances de ter uma boa receptividade", afirma a psicóloga.

Por fim, é necessário buscar ajuda especializada. Isso envolve tratamento com psicoterapia e, em casos mais graves, psiquiatras, assim como o uso de medicação. “Para quem tem renda mínima, diversas instituições e profissionais fazem atendimentos com valores sociais e até mesmo de graça. Para isso, é feito uma triagem para comprovar a incapacidade de pagar os valores do mercado”, conta Beatriz.

“Caso um depressivo perca sua ocupação, ele precisará se reestruturar antes de sair em busca de um novo cargo, do contrário, as negativas vão apenas piorar seu estado”, ressalta. Para ela, são cinco os passos para voltar a atuar no mundo corporativo:

1) Admitir ter um problema;
2) Mudar os hábitos de rotina, sono, alimentação e atividade física;
3) Buscar um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento;
4) Conversar com os indivíduos ao redor sobre suas emoções;
5) Traçar uma estratégia para eventuais percalços não causarem uma recaída.

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