A carreira é uma das partes mais importantes de nossa trajetória de vida, ocupando quase 70% de nosso tempo. Ela pode nos trazer um propósito e muito prazer enquanto indivíduos e profissionais. Contudo, e quando fechamos um ciclo? É possível enfrentarmos a demissão?

É comum, ao sairmos de um emprego, sentir aquele nó na garganta e um medo sem trégua. Justamente, nesse ponto, está o pulo do gato para atenuar a sofrência: o gerenciamento emocional. A psicóloga Junguiana e coordenadora da área de Psicologia Clínica e Qualidade de Vida na Companhia Zen, Amélia Kassis, lista nove passos.

Modifique sua identidade: pense em si não como um desempregado, mas alguém a procura de um novo desafio. Um pequeno exercício prático para manter a autoconfiança é fechar os olhos por alguns instantes e lembrar-se de suas vitórias. Veja, ouça e sinta essa potência percorrendo seu corpo, de ponta a ponta. Volte a essa cena e use-a como âncora de empoderamento.

Descansar é fundamental: muitas vezes a urgência por um novo posto de trabalho é grande, mas tire a primeira semana para relaxar e finalizar o ciclo. Sair de uma função é desgastante e é preciso um período de recolhimento para se reabastecer de novos propósitos e boas energias.

Mantenha uma rotina: depois da semana de folga é importante retomar o foco e organizar a agenda, atualizar o CV e cuidar de você. Lembre-se: movimento gera movimento. Separe um tempo para relaxar e outro para desenvolver novas estratégias.

Avalie sua carreira e trajetória profissional: faça uma boa e verdadeira avaliação.

Liste seus talentos: escreva em papel absolutamente tudo e perceba se, além das tarefas laborais, possui outras aptidões para desenvolver dentro de sua área ou em outra. Procure cursos gratuitos para estimular seus potenciais.

Mantenha a calma: esse é um período de resiliência, para administrar possíveis frustrações. Um bom exercício é olhar para seu nariz durante dois minutos, algumas vezes por dia. Parece brincadeira de tão simples, mas traz resultados surpreendentes e faz você lembrar quem é, e seu real valor.

Prepare-se para entrevistas: em primeiro lugar, não se preocupe em conquistar a vaga a qualquer custo. A máxima dos Recursos Humanos é ¨o homem certo no lugar certo¨. O momento da seleção serve para mostrar quem você é e como pode contribuir para a companhia. Também é a oportunidade de avaliar se é possível obter o almejado em tal corporação.

Cuide da autoimagem: tente manter a espontaneidade durante o recrutamento e vestir-se de maneira adequada. Mentalize um espelho à sua frente e se olhe com carinho, apreciando suas qualidades. A ideia é mudar nosso diálogo interno e ressaltar nosso valor. Repita tantas vezes forem necessárias, até finalmente conseguir o objetivo.

Utilize seus contatos: nada como uma boa rede de amigos para encontrar uma vaga. Não seja tímido e demonstre seu interesse. Anuncie seu desejo ao mundo.

Adriana M.* tem 42 anos e era supervisora de RH de uma grande instituição financeira, quando a mesma foi comprada por outra ainda maior. A fusão culminou em sua demissão. “Minha autoestima ficou abalada e fiquei um pouco deprimida, porque haviam me prometido uma promoção. Me senti traída e desvalorizada e fiquei temerosa pelo futuro”, conta. Nesse momento, a psicologia foi fundamental, pois Adriana descobriu não ser feliz na função até então desempenhada. “Eu era eficaz e por isso me iludia. Fui orientada a dar um tempo para mim, revi meus valores e metas e discerni sobre quais pontos eram realmente importantes para mim”, enfatiza.

Ao site do Sebrae, também com atuação do Rio de Janeiro, Cris Yeh, vice-presidente de marketing da Pbworks, ressaltou a importância de desligar um colaborador de maneira digna. “Se você começa um negócio, eventualmente você terá de demitir as pessoas. Contudo, se você dispensá-las da forma certa, pode manter uma relação duradoura e isso mantém o seu valor, mesmo se essa relação de funcionário – patrão já tiver terminado”, assegura.

Hoje, proprietária do seu próprio negócio, Adriana ainda utiliza suas habilidades de administradora. “Agora, sei o quanto olhar para nós mesmos e nos apropriar de nossas escolhas aumentam nossa felicidade profissional e familiar”, finaliza.

Você também pode mudar sua rota e se sentir melhor. Conte sempre com o Nube nesse processo!

* O nome real da fonte foi preservado, por solicitação da entrevistada.

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