Os parques urbanos são um dos poucos ambientes capazes de promover o lazer nas cidades, por estabelecerem relações sociais por meio de atividades como caminhadas, corridas, skate, pedaladas, e até mesmo incentivo à cultura, como a realização de shows e exposições. Contudo, o multiuso desses espaços acarreta em acidentes diários, seja com idosos, crianças ou adultos. A solução é segregar as atividades, como a construção de ciclofaixas, pistas de veículos alternativos, entre outras. Porém, será que resolve?

Uma pesquisa realizada pelo Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios, intitulada “Atropelamentos de pedestres, causados por ciclistas, têm ocorrido em parques públicos. Você é a favor de ciclofaixas nesses espaços?”, envolveu 10.132 participantes. A pergunta ficou disponível entre os dias 15 e 26 de fevereiro de 2016 e foi respondida por jovens com faixa etária de 14 a 28 anos. O resultado incita melhorias nas zonas públicas, conforme a opinião de 39,34% ao escolher a opção “Sim, apenas se houver segurança para pedestres, incluindo idosos e crianças”, totalizando 3.986 votos, seguido por 31,06% (3.147), preferindo “Sim, pois é o lugar mais apropriado para o ciclismo”.

“A construção de ciclovias representa um grande passo para a mobilidade e a saúde. Porém, a conscientização da sociedade com relação ao seu papel, seja o de pedestre, ciclista ou motorista, é essencial. Todos devem adotar uma postura responsável”, afirma Eva Buscoff, coordenadora de treinamentos internos do Nube. Para ela, disseminar informações para auxiliar na conduta dos usuários é uma forma de prevenção. “Assim, a segurança é instaurada e todos usufruem do melhor modo”, explica.

Porém, não foi o caso de Hilda Perseguin Mencaci, 80 anos, frequentadora do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A idosa foi atropelada no dia 3 de fevereiro por um médico cardiologista, de 28 anos, treinando em alta velocidade antes das 7h da manhã. O impacto a fez fraturar a bacia em dois pontos, quebrar o cotovelo em vários pedaços, além de receber pontos na cabeça e escoriações. Após uma hora no chão, foi resgatada pelos bombeiros e, já no hospital, teve trombose e embolia pulmonar, apresentando sérios riscos de morte. Hoje, segue em recuperação e, após inúmeras sessões de fisioterapia, tem esperanças de voltar ao parque em seis meses. “Há quarenta anos pratico caminhadas diárias com meu marido, às 6h, horário de menor fluxo. Na ocasião, vi a bicicleta vindo em minha direção, acelerada, e apressei o passo para sair da via, mas ele também desviou, em vez de brecar. O choque me deixou desacordada”, relembra. Hilda até então mantinha sua rotina ativa, com exercícios regulares, como hidroginástica e pilates.

Reformada em 2011, a ciclopista tornou-se uma ótima opção para treinos em velocidade, incompatível com os cruzamentos frequentes com outras ruas exclusivas para pedestres, resultando em acidentes graves, como o caso de dona Hilda. De acordo com o Portal de Conservação do Parque, ONG para a conservação e melhorias do local, “muitos ciclistas entendem ser deles o espaço em forma de círculo e aceleram ao máximo como se estivessem no seu direito e na sua pista individual – e cabe ao pedestre os ver e esperar”. Como resultado, muitos pais evitam levar seus filhos pequenos ao Parque do Ibirapuera, idosos apavoram-se com o risco desnecessário no seu momento de lazer e atividade física. Por outro lado, a administração alega não pode fazer nada sem autorizações.

Thobias Furtado, presidente da ONG do Parque Ibirapuera, afirma: “O ideal é retirar a ciclofaixa de dentro do parque, investindo na continuidade do percurso ao entorno”, idealiza. Dessa forma, “fomenta-se um local seguro e agradável para os frequentadores, incluindo a terceira idade, crianças e portadores de necessidades especiais”, sugere Furtado.

O projeto condiz com a escolha de 15,31% dos participantes (1.551). Eles são favoráveis “só quando pedestres e ciclistas têm espaços separados”. A ampliação da cidadania está atrelada às oportunidades de prática oferecidas pelas áreas de convívio nas capitais. Para Eva, “em um país onde é comum desrespeitar as leis de trânsito, educar a população é a chave para o início de uma mudança. Segregar os espaços, em caso de riscos, é uma necessidade. A segurança de quem caminha está em primeiro lugar”, pondera a especialista. Além disso, lesão corporal culposa, seja por imprudência, imperícia ou negligência, é definida como crime no Código Penal, de acordo com o artigo 129, parágrafo 6º e com pena de 2 meses a um ano.

Por fim, 10,35% dos votantes (1.049) elegeu “somente se houver sinalização e redutores de velocidade nos cruzamentos” como resposta, seguido por 3,94% contra a existência dessas faixas (399), pois para eles “há muitos acidentes envolvendo pedestres”. Como medida paliativa, a coordenadora do Nube discorre: “a princípio, essas vias não parecem ser ameaçadoras como uma rua ou avenida, porém diferentemente de carros ou motos, as bikes são silenciosas. Portanto, todo cuidado e atenção devem ser redobrados”, finaliza.

 

Sobre o Nube

Desde 1998 no mercado, o Nube oferece vagas de estágio e aprendizagem em todo o país. Possui mais de 7.200 empresas clientes, 14 mil instituições de ensino conveniadas no Brasil e já colocou mais de 650 mil pessoas no mercado de trabalho. Também administra toda a parte legal e realiza o acompanhamento do estagiário e aprendiz por meio de relatórios de atividades.

Anualmente, são realizadas 10 milhões de ligações, enviados 3 milhões de SMS e encaminhados 700 mil candidatos. O banco de dados conta com 4,2 milhões de jovens cadastrados e todos podem concorrer às milhares de oportunidades oferecidas mensalmente.

Para facilitar a vida dos cadastrados, foi desenvolvido um aplicativo no Facebook para publicação das vagas. O Nube também está presente nas principais redes sociais Twitter, Google+, Linkedin e Youtube. Com a TV Nube, oferece conteúdos voltados à empregabilidade, dicas de processos seletivos, currículos, formação profissional, entre outros. O cadastro é gratuito e pode ser feito no site www.nube.com.br.

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