Trabalhar e estudar é um desafio enfrentado por quem sonha com um futuro mais confortável. No entanto, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), grande parte dos brasileiros (39,2%) de 18 a 24 anos, não frequenta os bancos escolares e isso também reflete na busca por um emprego, afinal, a falta de competências aprendidas no contato com educadores é um dos motivos do desemprego. Pensando nesse tema, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios realizou uma pesquisa, entre os dias 18 de junho e 3 de julho de 2015, com a seguinte questão: “Quem paga sua faculdade?”. O resultado foi mais um indicador da dificuldade enfrentada pelos jovens ao acesso à educação.

Dentre os 12.989 participantes, com faixa etária entre 15 a 26 anos, 48.31% responderam “Eu mesmo(a)”. Ou seja, 6.305 pessoas precisam arcar com suas próprias mensalidades para garantir a formação. “Isso pode estar relacionado também aos objetivos de cada um e de como a família se coloca nessas questões”, explica Skarlett Oliveira, analista de treinamento do Nube. “Quando os pais não possuem estrutura para sustentar o universitário, ele acaba indo o quanto antes atrás de uma oportunidade no mercado de trabalho”, enfatiza.
                   
Em segundo lugar, com 21.46% (2.801 respondentes), ficou: “Tenho bolsa integral”. Para Skarlett, “hoje, no Brasil, existem muitas opções capazes de auxiliar os alunos, como o ProUni, obtido por meio das notas do Enem, e as isenções oferecidas pela própria instituição de ensino”. Vale também lembrar de alguns sistemas de financiamento, os quais permitem a quitação do débito escolar após o estudante já ter se alocado no mundo corporativo, como o Fies. “Quem tem interesse em se graduar, vale muito a pena se informar sobre cada uma dessas alternativas”, complementa.

As opções “Meus pais” e “Tenho bolsa parcial/Alguém paga uma parte”, tiveram 2.129 (16,31%) e 990 votos (7,59%), respectivamente. O comportamento da geração atual reflete essa escolha, pela razão de sentirem necessidade de incentivos constantes. “Muitos pais, quando possuem melhores condições, ajudam seus filhos pagando o valor total, ou, se ele já estiver inserido em uma empresa, oferecem saldar a metade, por exemplo”, avalia a especialista. “Essa é uma forma de estimulá-los, além de tentar impor responsabilidade sobre o seu dinheiro”, conclui.
                   
Por último, quem “Estuda em faculdade pública”, recebeu 6.33% das atenções, ou seja 826 cliques. A baixa quantidade de votos é reflexo da realidade encarada pelos brasileiros com acesso restrito a educação. “O vestibular desse tipo de universidade requer muito preparo e sem tempo para se dedicar aos estudos, o ingresso torna-se muito difícil”, comenta Skarlett.

Independentemente da forma como o estudo é ou será quitado, atualmente o estágio é a melhor opção tanto para quem quer voltar à sala de aula, quanto para quem precisa de uma renda extra para custear os estudos. Conforme o Artigo 1º da Lei 11.788/2008, só pode estagiar quem estiver frequentando e regularmente matriculado em uma instituição de ensino. “Essa pode ser uma experiência muito importante para o desenvolvimento da carreira de todos os profissionais. O ato educativo supervisionado tem como foco trazer ao estudante novos conhecimentos, equilíbrio entre a teoria e a prática e o aperfeiçoamento de suas competências”, finaliza a especialista.

Os dados são condizentes com uma pesquisa divulgada pelo IBGE, o desemprego para quem tem ensino médio incompleto cresce entre todos os grupos, chegando a 14%. Para quem tem ensino superior incompleto, o índice apresenta 9,1% e quem possui nível superior completo, atinge 4,6%. De acordo com esses dados, somados a alta taxa de evasão escolar, quem se forma tem mais chances de atuar no mercado.

Serviço: Pesquisa realizada pelo Nube aponta qual fator mais desmotiva uma equipe.

Sugestão de fonte: Skarlett Oliveira, analista de treinamento do Nube

 


Sobre o Nube

Desde 1998 no mercado, o Nube oferece vagas de estágio e aprendizagem em todo o país. Possui mais de 6.800 mil empresas clientes, 13,5 mil instituições de ensino conveniadas no Brasil e já colocou mais de 550 mil pessoas no mercado de trabalho. Também administra toda a parte legal e realiza o acompanhamento do estagiário e aprendiz por meio de relatórios de atividades.
 
Anualmente, são realizadas 10 milhões de ligações, enviados 3 milhões de SMS e encaminhados 700 mil candidatos. O banco de dados conta com 3,6 milhões de jovens cadastrados e todos podem concorrer às milhares de oportunidades oferecidas mensalmente.
 
Para facilitar a vida dos cadastrados, foi desenvolvido um aplicativo no Facebook para publicação das vagas. O Nube também está presente nas principais redes sociais Twitter, Google+, Linkedin, e Youtube. Com a TV Nube, oferece conteúdos voltados à empregabilidade, dicas de processos seletivos, currículos, formação profissional, entre outros. O cadastro é gratuito e pode ser feito no site www.nube.com.br.

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