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Acabou a faculdade! E agora?
Conheça as diferenças
entre as diversas modalidades de cursos de pós-graduação
Com o fim de um curso universitário, inaugura-se
uma nova fase na vida do recém-formado. O mercado de trabalho
busca profissionais em constante aperfeiçoamento e atualização.
Diante desse quadro, a pós-graduação é
essencial para somar pontos na carreira. Há vários
cursos e cabe ao candidato escolher qual modalidade encaixa-se melhor
em suas necessidades.
“Uma empresa pode até fornecer alguns treinamentos,
mas o profissional também é responsável pelo
seu autodesenvolvimento. Por isso, investir em um curso de especialização
é enriquecedor”, destaca Priscila Ximenes Camilo, coordenadora
de Desenvolvimento e Seleção da construtora Cyrela.
Já Marcelo Nudel, trainee e atual freqüentador do curso
de Especialização em Gerenciamento de Empreendimentos
na Construção Civil, destaca a pós-graduação
como o começo de uma longa preparação para
quem está disposto a seguir uma carreira realizadora.
Mas quais são as diferenças entre os diversos tipos
de pós-graduação? A princípio, esses
modelos se dividem em dois grupos: o lato sensu e o stricto sensu.
O primeiro amplia o conhecimento e habilita para o exercício
de uma especialidade profissional. De acordo com o Ministério
da Educação, essa modalidade tem caráter de
educação continuada e só são reconhecidos
os cursos com a duração mínima de 360 horas/aula.
Já o stricto sensu aprofunda ao máximo um determinado
ramo do saber e é direcionado para a formação
científica e acadêmica. Além de serem credenciados
junto ao MEC, os cursos de stricto sensu precisam da avaliação
da Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior. O período de duração
varia de acordo com a instituição de ensino.
A especialização, os cursos de aperfeiçoamento
e o MBA (Master in Business Administration) são exemplos
de lato sensu. O ingresso nas três opções depende
da passagem por uma entrevista, análise de currículo
e realização de prova. São cursos abertos para
quem possui diploma de graduação e, ao término,
geralmente é exigida uma monografia dos concluintes. Nesses
casos, os pós-graduados não recebem diploma e sim
um certificado.
A procura pelos MBAs intensificou-se nos últimos anos, sobretudo
entre quem atua na área de negócios. Esse quadro deve-se
a formação generalista do curso, pois o mesmo prepara
o profissional para exercer cargos estratégicos e de liderança.
Ingressar em um MBA exige uma série de requisitos como diploma
de graduação, domínio de inglês e experiência
profissional. Atualmente, muitas empresas têm investido em
cursos desse tipo para seus funcionários. “Ambas as
partes ganham com essa iniciativa, pois a maior sacada do MBA é
exatamente a troca de idéias com profissionais de várias
áreas. Esse network contribui até para atrair novos
clientes”, explica Fernanda Dias, estudante do MBA em Marketing
de Serviços, pela ESPM.
Para quem deseja seguir essa opção, no Brasil existem
mais de seis mil ofertas e, todos os anos, publicações
especializadas como a Você S/A e o Guia do Estudante da Editora
Abril preparam um ranking com os melhores cursos do país.
Ao contrário do que muitos pensam, esse tipo de especialização
não é voltado apenas para administradores e sim para
qualquer profissional disposto a ampliar seus conhecimentos técnicos.
“No MBA você aprende a ser empreendedor dentro de seu
próprio trabalho. Foi uma escolha importante em minha carreira
de jornalista, pois o curso desenvolve o senso crítico e
ajuda a entender melhor as decisões de uma empresa ou do
próprio governo”, afirma Mauro de Oliveira, jornalista
com MBA pela Brazilian Business School (BBS).
No stricto senso o leque de opções conta com os cursos
de mestrado, mestrado profissional, doutorado e pós-doutorado.
O mestrado serve como alternativa para quem deseja aprofundar a
formação científica ou profissional recebida
durante a graduação. Nesses casos, o candidato escolhe
um tema para sua dissertação e procura um orientador
disposto a aceitar a proposta de estudo. Dependendo dos critérios
da instituição, há necessidade de proficiência
em uma língua estrangeira, entrevista com coordenadores e
realização de uma prova. A categoria tem duração
de dois anos, no qual o aluno faz as disciplinas coerentes à
sua pesquisa. Ao final do curso, a tese desenvolvida é apresentada
perante uma banca examinadora formada por doutores da área
escolhida. Já o mestrado profissional tem as mesmas características
do anterior, mas o mesmo enfatiza, sobretudo, o estudo de técnicas
voltadas para o desempenho de uma carreira. Muitas empresas procuram
os mestres devido à sua formação mais sólida.
O doutorado é uma modalidade direcionada para aqueles que
desejam dedicar-se à pesquisa. O curso, assim como o mestrado,
habilita o profissional a dar aulas no ensino superior. Os quatro
anos de duração dessa categoria são referentes
ao cumprimento das disciplinas e a elaboração da tese
junto à orientação. O ingresso exige prova,
análise de currículo escolar, entrevista e domínio
de duas línguas estrangeiras. No caso do pós-doutorado,
o objetivo é o desenvolvimento de atividades de atualização
e abertura de novas linhas de pesquisa. Os projetos elaborados são,
geralmente, um complemento do trabalho realizado no doutorado.
Segundo a Capes, existem 2972 cursos de pós-graduação
devidamente reconhecidos no país e, desse número,
só a região sudeste contribui com 1745 opções.
No stricto sensu, a avaliação da Capes é realizada
a cada três anos e as médias variam de 1 a 7. Para
se obter reconhecimento, o curso deverá apresentar média
maior que 3.
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Fontes:
Guia
do Estudante, Capes
e Ministério
da Educação
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