23/12/2009
A realidade dos jovens brasileiros é diferente daqueles de países desenvolvidos. Aqui, a maioria precisa trabalhar para financiar seus estudos. Dados do Censo Inep/MEC da Educação Superior 2008 registraram 5.080.056 matrículas contra 4.880.381 no ano anterior, um crescimento de 4,1%. Já no ensino médio, os dados são de 2009 e apontam 8.337.160 matrículas, uma queda de 0,3%, pois, em 2008, esse número era de 8.366.100.
As informações acima mostram o seguinte panorama: ingressam nas universidades somente 60% dos jovens concluintes do ensino médio. Ou seja, muitos abandonam os estudos por motivos diversos. Ainda de acordo com o Inep, do total de universitários, 3.179.613 (62,5%) estudam no período noturno. Isso prova que a maior parte dos estudantes têm de trabalhar durante o dia.
Se por um lado é cansativo, sem essa rotina esses jovens não conseguem um diploma. Para solucionar esse dilema, o estágio surge como a melhor ferramenta. O estudante não deixa de ganhar o seu dinheiro para arcar com a sua educação e ainda realiza atividades coerentes ao conteúdo pedagógico no dia a dia, ganhando mais conhecimentos sobre a área escolhida.
Daniel da Silva, estagiário de TI do Nube, é um bom exemplo da correria desse dia-a-dia. Ele mora em Embu das Artes e estuda na Universidade Mackenzie. “Acordo todo dia às 4h30 da manhã, embarco no ônibus às 5h30, gasto duas horas na viagem e chego na universidade às 7h30. A aula vai até o meio dia e o estágio começa às 13h. Como a distância entre a faculdade e a empresa é bem pequena, aproveito esse intervalo para almoçar”, conta o jovem.
O estagio dele vai até às 19h e, para chegar em casa, são mais aquelas duas horas de viagem citadas por ele anteriormente. “Chego em casa às 21h. Como é bem cansativo, fiz um acordo com o meu gestor e, durante as férias escolares, estagio das 8h às 14h”, diz. Todo esse esforço é recompensado, como confirma o estudante de Sistemas de Informação. “Quem estagia possui muitas vantagens porque com a experiência prática, o aluno consegue absorver a real aplicabilidade do conteúdo aprendido em sala de aula”.
Com a nova Lei do Estágio, a jornada ficou menor, pois a carga diária dos estagiários não pode ultrapassar seis horas. Assim, fica garantido mais tempo para estudar e descansar.
Daniel é bolsista integral, mas nem por isso deixa de utilizar a bolsa-auxílio com educação. “Uso o dinheiro para adquirir os livros eventualmente necessários no curso”, conclui o jovem.
E aí, vai encarar essa rotina? Então, veja a dica do Nube: você pode estagiar desde o primeiro ano da faculdade e a empresa não pode exigir experiência prévia. Estágio é um ato educativo, serve para os estudantes colocarem em prática o conteúdo aprendido em ambiente acadêmico. Cadastre-se no site www.nube.com.br e concorra a muitas vagas. Boa sorte!
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